R

 R

Escola de Jerusálem

Escola de Jerusálem
Visão da Cultura

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Universal Declaration of Human Rights 1948 (61 anos)

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948


Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum,
Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão, Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,
Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mis alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

A Assembléia Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo 1
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Artigo 2Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo 3
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo 5Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo 6Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

Artigo 7Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo 9Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo 111. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. 2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Tampouco será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo 13
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo 141.Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 151. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer retrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.

Artigo 17
1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 2.Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo 18Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Artigo 19
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo 201. Toda pessoa tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas. 2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 211. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de sue país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. 2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. 3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo 22Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo 23
1.Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3. Toda pessoa que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4. Toda pessoa tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo 24
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.

Artigo 25
1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle. 2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

Artigo 26
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 3. Os pais têm prioridade de direito n escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo 27
1. Toda pessoa tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do processo científico e de seus benefícios. 2. Toda pessoa tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

Artigo 28Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo 29
1. Toda pessoa tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível. 2. No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. 3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 30Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Neste dia, neste momento histórico e regado de amor e harmonia entre povos, lideres e nações, conseguiram estender a humanidade uma benção de Deus, porêm ainda parecem esquecidos tais proclamações e artigos contidos neste Lema Universal.
Ressaltamos esta postagem para este dia em Celebração aos 61 anos dos Direitos Universais, que como nomeado assim o é, para um e para todos.
regidos pelo mais justo Deus Terremoto Deus Zeloso e Temivel.

Santo Emmanuel I Selassie I Jah Ras Tafari
O Campeão dos Direitos Humanos
Rei de Israel
Rei de Salém
INRI - I NEGUS RULE ISRAELITES

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Marcus Mosiah Garvey - Deus e o homem.

Marcus Mosiah Garvey Filosofia e Opinião

Deus e o homem por Marcus Garvey.


 Foi Benjamin Flanklin que disse: "Deus dá todas as coisas para a industria". A muito nestas poucas palavras. Desafortunadamente a prespectiva e filosofia da vida do Negro tem estado equivocada, e vem sofrendo muito. Ele sofreu muito.
O homem, é quem é a oferenda de Deus para ele, e na aceitação da oferenda, ele vem conduzindo-se por sí mesmo tão inteligentemente para fazer um mundo como segundo ele, deveria ser. As coisas que o homem tão, excitadamente tem feito para atrair a admiração de outros e merecer louvar a Deus, são as coisas que Deus originalmente pretendeu que ele faria. Foi Napoleão, que em meio a uma de suas campanas foi interrogado, e contestou está pergunta: " De que lado está Deus nesta guerra?", Napoleão virou-se e respondeu: "Deus está do lado do batalhão mais forte."
Essa foi a confirmação dos pensamentos de Franklin - "Deus dá todas as coisas para a industria."


 


Tudo que o homem adora no mundo, tudo o que visualmenve ve e tem, são bençãos de Deus.
Bençãos sobre o homem que fez isto, bençãos sobre toda gente responsável por isso. O maior trabalho de Deus é fazer o homem. E em faze-lo por Deus, ele ortoga ao indivíduo uma soberania que nunca tem estado em disputa, e que todavia existe. Esta soberania coloca o homem em uma posição, para criar, trabalhar e realizar, e que neste cumprimento siga as bençãos de Deus. Indiferente de cor, indiferente de raça, indiferente de um homem em particular ou pessoas, as bençãos de Deus se manifestam em todos os lados.


Nós, por nosso peculiar entendimento da vida, temos aceitado a estranha e frequente idéia de sermos submissos e humildes es ser merecedor das bençãos de Deus. Pelo contrário, ser submisso e humilde es ser merecedor da maldição de Deus, como está escrito, e como é dito, é a industria, é o trabalho do homem. E a Associação para o Melhoramento do Negro (U.N.I.A.) vem neste tempo a sustentar a idéia de Benjámin Flankin em seu pensamento. É pelo teu trabalho que sera reconhecido como um digno filho do criador...É deve do homem construir o mundo que desejamos para nós e para todos ao redor.
!Homem! Lembre-se que abaixo a Deus tu es um criador absoluto, depois de Deus não a poder sobre a terra para te subjulgar, sim teu próprio poder. O homem, quando ele se reconhece e admira a sí mesmo e aos seus companheiros, é capaz de levantar sobre todo o mundo menos sobre o homem, porque o homem é igual ao homem.


Deus tem uma benção especial para o homem da intrústria, o laborioso, o trabalhador que buscam seu pão com suor de seu rosto e a inteligência de sua mente. !Ah, se eu pudesse tocar o coração dos Negros - de cada homem Negro, de sua mulher e filho para fazer que vejam a responsabilidade que tem sobre seus ombros para fazer o mundo que deveria ser, para esses mesmos, para seus filhos, sua posterioridade e raça.
!Oh! Que harmonioso mundo tenho em minha mente; que harmonioso mundo em minha visão, de onde milhões de membros da Associação para o Melhoramento Universal do Negro (U.N.I.A.) tratando de levar aos quatrocentos mihões de nossa raça a ver este harmonioso mundo de uma raça emancipada e África redimida; de milhões de homens negros levantando-se juntos orgulhosos, como os romanos se levantaram, como os impérios de Inglaterra, Espanha, França e Russia se levantaram, quando tenham o pensamentos e a determinação de construir, e re-edificar sua herança e obter as bençãos de Deus.


O homem com inteligência supeior sobreviverá a este mundo onde a inteligência dominara os assuntos dos homens. E estamos na terrível luta para o fim. Estamos lutando como animais, cuja força não pode superar a inteligência superior do homem, na batalha das nações. De modo que uma raça deve colocar sua inteligência contra a outra. Os indíos norte-americanos, os aborigenes dos continentes, tem caído; e agora a África é violada pela inteligência do mundo. E quatrocentos milhões de Negros sob a liderança da Associação para o Melhoramento Universal do Negro (U.N.I.A.) aceito o desafio. Enquanto existir Deus, enquanto existir o céi, enquanto os elementos existem, e o homem é homem, o homem Negro (ajuda-me Deus) não cairá, e não aceitara derrota. Sendo que levara, os estandartes de homem de trabalho, sob a liderança do vermelho do negro, e verde, assim quando o tempo não será mais, quando os assuntos tenham sucumbido o povo, o homem Negro sobreviverá para dar contas a Deus-Seu Criador, - "Estou aqui porque fui um homem através da eras".


Marcus Mosiah Garvey.


Fonte:[http://www.black-king.net/marcus%20mosiah%20garvey.htm]
Tradução Jeffrey Gaspar.
Bendito Amor.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Marcus Mosiah Garvey - A coroação do Imperador Ras Tafari.

Marcus Mosiah Garvey.
História e Profecia.

A coroação do Imperador Ras Tafari.
Artigo publicado em Kingston, Jamaica em 8 de Novembro de 1930 no jornal "BlackMan". Marcus Garvey

No domingo passado, uma grande cerimônia toma lugar em Adids Abbaba, capital da Abissínia. Foi a coroação de um novo Imperador da Etiópia - Ras Tafari.

Segundo informações e comentários, foi uma cena de grande esplendor, e será largamente recordada por quem esteve presente.
Muitas nações e líderes da Europa mandaram seus representantes para a coroação, para assim brindar em respeito a crescente Nação Negra que esta destinada a desempenhar um importante papel na futura história do mundo.
Abissinía é a terra dos Negros e estamos contentes de ver que apesar dos europeus tentarem convercer os Abissníos que eles não pertencem a Raça Negra, responderam que sim, ele são, e que estão orgulhosos de sermos.
Ras Tafari viajou para Europa e América, e portanto não desconhece os métodos e hipocrisia européia; Ele, portanto, deve ser considerado como uma especie de Imperador moderno, e pelo que conhecemos e entendemos dele, ele tem a intenção de introduzir métodos modernos para seu país.
Ele já começou a recrutar de diferentes partes do mundo homens competentes nas diferentes linhas da ciência para ajudar a desenvolver em seu país a posição que ele deveria ocupar entre as outras nações do mundo.
Esperamos que Ras Tafari, viva o suficiente para poder levar adiante suas maravilhosas intenções. Pelo que temos escutado e pelo que conhecemos , ele está pronto e disposto a estender sua mão a todo Negro que queira se estabecelecer em seu reino. Temos o conhecimento de muitos que foram a Abissínia e tem fornecido boas notícias das grandes possibilidades que lá existem, que eles se esforçam de aproveitar.
O Salmista profetizou que: " Princípes sairam do Egito e a Etiópia estenderá as suas mãos para Deus" (Salmo 63.31). Não temos dúvidas que este tempo chegou. A Etiópia nesta hora realmente estendeu suas mãos. Este grande reino do Oriente tem sido ocultado por muitos séculos, porêm gradualmente está se levantando para tomar um lugar de liderança no mundo e depende de nós, nós da Raça Negra, ajudar de todas as formas e dar as mãos junto a mão do Imperador Ras Tafari.
Marcus Mosiah Garvey.

Tradução Jeffrey Gaspar e Tradutores. Bendito Amor.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Marcus Mosiah Garvey- Os principios da U.N.I.A. - Nova York 22-12-1922

Marcus Mosiah Garvey
Os principios da Associação - U.N.I.A.


Discurso proferido em Liberty Hall, na cidade de Nova York na data de 25-12-1922.
Durante o percurso dos últimos cinco anos a Associação Universal para o Melhoramento do Negro se posiciona por ela mesma no mundo com um movimento através do qual o novo e descendente Negro possa dar expressão aos seus sentimentos. Esta Associação adota uma atitude de hostilidade a frente de outras raças e pessoas de todo mundo e também uma atitude de auto respeito a favor dos Direitos Do Homem, e de 400.000.00 Negros em todo mundo.

Representamos-nos a paz, a harmonia, o amor, e a simpatia humana, direitos humanos e justiça humana, e por isso que pedimos tanto. Onde seja que os direitos humanos sejam negados a um grupo, onde seja que a justiça é negada a algum, ali a U.N.I.A. (sigla em inglês) encontra uma causa. E neste tempo entre todas as pessoas do mundo, o grupo que mais sofre com a injustiça, é o grupo que mais se nega a esses direitos pertencentes a toda a humanidade, e ao grupo Negro de 400.000.000.
Por esta injustiça, por esta negação de nossos direitos, avançamos sob a liderença daquele que esta sempre do lado direito, do direito de lutar pela por uma causa comum a humanidade; lutar como lutamos na Guerra Revolucionaria, como lutamos na Guerra Civil, como lutamos na Guerra Hispano-Americana, e também como lutamos na Guerra entre 1914-1918 nos campos de batalha da França e Flanders¹. Como lutamos nas alturas da Mesopotania; Deste modo, sob a liderança da U.N.I.A. estamos comandando 400.000.000 negros do mundo para lutar pela Emancipação da Raça e a Redenção do País de nossos Pais.


Nós representamos uma nova linha de pensamento entre os negros. O chamo de pensamento avançado o pensamento racional para buscarnos um governo indepedente, então somos racionais. Se é um pensamento avançado de toda gente buscar liberdade, então nós representamos a escola de pensamento avançado entre os Negros deste país. Nos que somos da U.N.I.A. acreditamos que o que é bom para nossos companheiros é bom para conosco também. Se um governo é algo que se encontra por todo o mundo, se um governo é algo apreciável, que ajuda e da proteção para os outros, então nós também queremos uma experiência de governo.


Não falamos de um governo que faça cidadões sem direitos ou mal considerados. Nós falamos de uma classe de governo que coloque a nossa Raça no controle, assim como outras Raças estão no controle de seus próprios governos.


Por tanto a U.N.I.A. não está focada na causa de construção de igrejas, porque temos um grande números de igrejas entre nos para ministrar as necesidades espirituais, e não iremos competir com aqueles que estão direcionados neste trabalho explendido; não estamos direcionados em uma nova construção de uma instituição social, Y.M.C.A., o Y.M.W.A. porque há bastante assistentes sociais nesses esforços preciosos e dignos esforços. Nós não somos responsáveis na política, porque nós temos bastante políticos locais, Democratas. Socialistas, Sovieticos, etc, e a situação política esta bem atendida. Nos nao estamos direcionados na política domestica, na construção de igrejas ou em trabalhos sociais, porem estamos direcionados nos trabalhos de uma construção nacional.


Equivocados nos principios desta Associação encontramos que fomos bastante mal interpretados por homens de dentro de nossa propia raça, assim como as outras raças. Qualquer movimento de reforma que visa trazer mudanças para o benefício da humanidade está sujeita a ser mal interpretada por aqueles que sempre colocam elos na administração, e lideram os desafortunados, estão a dirigir aqueles serão colocados em tempóraria desvantagem. . Assim tem sido em todos os outros movimentos sociais ou políticos, e também aqueles de Nos da U.N.I.A. que lideramos, sobre esta má interpretação dos Propósitos e Objetivos da U.N.I.A. Porque aqueles que tomaram gentilmente a noticia deste grande movimento, têm sido levados a acreditar que esse movimento não busca um bom desenvolvimento da Raça, sem dar expressão para aquilo que é o mais destrutivo e mais danoso para sociedade e governo.


Desejo remover esta interpretação que foi criada nas mentes de milhões de pessoas ao redor do mundo em relação à organização. A U.N.I.A. se levanta para a Maior Irmandade; A U.N.I.A. se levanta por direitos humanos não só para negros, mas para todas as raças. A U.N.I.A. não só acredita nos direitos da raça negra, também na raça branca, raça amarela e marrom. A U.N.I.A. acredita que o homem branco tem tanto direito de ser considerado, que o homem amarelo tem tanto direito a ser considerado, que o homem marrom tem tanto direito a ser considerado como o homem negro da África. Em vista do fato de que o negro na África contribuiu para o mundo tanto quanto os homens brancos da Europa, e o homem amarelo e o marrom da Ásia, nós da U.N.I.A. exigimos que a raça branca, a amarela e a marrom que de ao homem negro seu lugar na civilização do mundo. Nós pedimos nada mais do que o direito de 400.000.000 de Negros. Não buscamos, como eu disse anteriormente, destruir ou romper o governo de outras raças, mas estamos determinados a 400.000.000 dos nossos que se juntem a nós para libertar a nossa mãe terra das garras dos invasores. Nos da U.N.I.A. estamos determinados a unir 400.000.000 Negros para sua própria emancipação industrial, política, social e religiosa.
Nós da U.N.I.A. estamos determinados a unir 400.000.000 de negros do mundo para das expressão aos seus proprios sentimentos; estamos determinados a unir 400.000.000 de Negros do mundo com o propósito de construir uma civilização propia. E nesse esforço, desejamos reunir os 15.000.000 dos Estados Unidos, os 180.000.000 na Ásia, as Índias Ocidentais, América Central e América do Sul, e de 200.000.000 em África. Estamos buscando liberdade política no continente da África, terra de nossos pais.
A U.N.I.A. não esta buscando construir outro governo dentro dos limetes das frontera dos Estados Unidos da America, A U.N.I.A. não esta buscando romper nenhum sistema de governo organizado, porque a Organização esta determinada a trazer para juntos com os Negros uma construção de uma nação propria. E por que? Porque temos sido forçados em fazer isto. Temos sido forçados a isso pelo mundo; nao só na America, não só pela Europa, não só pélo Imperio Britanico, seja onde for que se encontre o homem Negro, ele tem sido forçado a fazer por si mesmo.
Falar sobre um governo é um pouco mais do que nossa gente pode apreciar neste justo momento. O homem medio não pensa desta forma, só porque ele se ve como um cidadão de algum país. Ele parece a dizer, “ Porqué que vamos ver a necessidade de outro governo? Somos Franceses, Ingleses ou Americanos”. Porque nós da U.N.I.A. temos estudado seriamente esta questão de nacionalidade entre os Negros e esta nacionalidade Americana, esta nacionalidade Britanica, esta nacionalidade Francesa, Italiana, ou Espanhola, e temos descoberto que esta não conta para nada, quando esta nacionalidade entra em conflito com o idealismo racial do grupo que governa. Quando nossos intereses se chocam com aqueles da facção governante, encontramos absolutamente a certeza que nos não temos nenhum direito. Em tempos de paz, quando todo o país esta bem, os Negros passam duros tempos, onde quer que vamos e onde quer que seja que nos encontrarnos, temos ese direito que nos pertencem, em comum como os outros reclamamos como cidadões, temos essa consideração que deveria ser nossa por direito constitucional, pelo direito d lei. Porque nestes tempos de dificuldade eles no nos fazem parte da causa, como passo na ultima guerra, ondee ramos socios, eramos Negros Britanicos, Franceses ou Americanos. E nos diziam que deviamos fazer todos os esforços para salvar a nação.
Marcus Garvey presidindo uma sessão na U.N.I.A.
Você e Eu, nada valemos na América, ou no Império Británico, ou em qualquer outra parte do mundo branco, nada vale mais qualquer homem Negro e onde quer se seja que levante sua cabeça por ali. E por que? Porque temos sido complicentes em permitirnos ser liderados, educados e dirigidos por outro companheiro, que sempre tem pensado em levarnos para o mundo na direção que o satisfaça e fortaleça sua posição. Nos temos permitido que nos últimos 500 anos sermos uma raça de seguidores, seguindo cada raça que tem ido para a direção que lhe dá mais segurança.

A U.N.I.A. está revertendo a ordem das coisas dos velhos tempos. Nós nos negamos a seguirnos sendo seguidores. Nos estamos liderando a nós mesmos, isso significa que alguma salvação tem que se feita, e adiante, seja salvar tal governo ou tal nação, primeiro vamos buscar um método para salvar a Africa. Por que? E por que a Africa? Porque a Africa tornou-se o grande prêmio das nações. A Africa se tornou no grande jogo das nações caçadoras.
Hoje a Africa emerge como o maior premio comercial, industrial e político no mundo.
A diferença entre a U.N.I.A. e outros movimentos deste país, e provavelmente em todo o mund, é que a U.N.I.A. busca independencia de governo, enquanto outras organizações buscam fazer do Negro uma parte secundaria dos governos existentes. Nós nos diferenciamos das organizações da América porque elas buscam subordinar o Negro com uma consideração secundária a sua grande civilização, sabemos que na América o Negro nunca vai obter seus constitucionais. Todas aquelas organizações que estão promovendo o melhoramento do Negro no Império Británico sabem que o Negro no Império Británico nunca vai alcançar o estado de seus direitos constitucionais. Ao que me refiro com direitos constitucionais na América? Se o homem Negro vai alcançar seu estado de ambição neste país – se o homem Negro vier a obter todos os direitos constitucionais na América – então o homem Negro vai ter as mesmas chances nesta nação como qualquer outro homem para torna-se presidente desta nação ou um varredor de ruas na cidade de Nova York. Se o homem Negro no Império Britanico tenha ao menos o mesmos direitos de chegar a ser primeito ministro da Grã-Betanha ou ser um varredor das ruas de Londres. Estão eles preparados para nos dar essa igualdade política? Você e eu podemos viver nos Estados Unidos da América por 100 anos ou mais, e nossas gerações podem viver 200 ou 500 anos mais, ao mesmo tempo que tenha uma população negra e uma população branca, quando a maioria esta do lado da raça branca, vocês e eu nunca vamos ter uma justiça política, ou obter igualdade política neste país. Então por que um homem Negro com crescentes ambições, depois de preparar a ele mesmo em todas as formas possiveis para dar expressao de sua mais alta ambição se permite esta sujeito aos prejuizos raciais neste país? Se eu sou tão educado quando o homem ao lado, se eu estou tão preparado como o homem ao lado se eu tenha pasado pelas melhores escolas e colehios e universidades como o outro companheiro, por que nao vou ter uma justa chance de competir com a outra pessoa pela mesma posição na nação? Eu tenho sentimentos, eu tengo sangue, eu tenho uma mente como a outra pessoa; eu tenho ambição, eu tenho esperança. Por que é que, por algum preconceito racial, manternos abaixo, por que vou conceder-me o direito de levantar-se sobre eu mesmo, e establecer-me como meu mestre permanente? Isto é onde a U.N.I.A. é diferente das outras organizações. Me nego a deixar morrer minhas ambições, e todo Negro verdadeiro se recusa a deixar morrer suas ambições para vestir a outros, por isso tudo a U.N.I.A. decide que a America não é suficientemente grande para dois presidentes, que a Inglaterra não é suficientemente grande para dois reis, então nós não vamos discutir o assunto; nós vamos deixar um presidente na América, nos vamos deixar um rei na Inglaterra, nos vamos deixar um presidente na França, e teremos um presidente na Africa. Portando a U.N.I.A. não busca interferir com o sistema social e político da França, pela orden das coisas hoje a U.N.I.A. se recusa a reconhecer qualquer sistema político e económico na Africa exceto o que estabelecemos por nós mesmos.

Nós não estamos fazendo uma propaganda de ódio contra alguêm. Nós amamos o homem branco; nós amamos a toda humanidade, porque sentimos que nós nao podemos viver sem o próximo. O homem branco é tão necesario para existencia do Negro como o Negro é necesario para sua existância. A uma relação em comum a que não podemos escapar. A Africa tem certas coisas que a Europa quer, e a Europa tem certas coisas que a Africa quer, e se é um tratamento justo e equitativo dá a todos o que querem, e impossivel para nós escaparmos disso. Africa tem petróleo, diamantes, ouro e borracha e todos os outros minerais que a Europa quer, e deve haver alguma clase de relação entre a Africa e Europa para um justo intercambio, então não podemos afrontar nem odiar a alguêm.




Marcus Garvey U.N.I.A. Oficiais em frente U.N.I.A. Sede no Harlem, Nova York.


A pergunta frequentemente formulada é que é necessario redimir uma raça para liberação de um país? Se requerem o poder do homem, se requerem inteligencia científica, se requerem educação de algum tipo, ou se requerem sangue, então os 400.000.000 de Negros deste mundo o temos.
Requereram o combinado poder do homem e dos Aliados para deter a louca determinação de Kaiser em impor sua vontade de Alemanha sobre o mundo e sobre a humanidade. Entre os que supriram esta louca ambição havia dois milhões de Negros que não se esqueceram de como se manejam os homens atráves das linhas de fogo – seguramente aqueles de nós que enfrentaram aos disparos e defesas da Alemanha em Marne, em Verdun, não esquecemos de dar ouvidos as ordens de nosso Comandante em Jefe. O grito que deu causa para sairmos da América nesse estado de apuro, quando nossos cidadãos brancos da América se negaram a lutar dizendo: “Nós não acreditamos na guerra e que mais, incluso sermos cidadãos norteamericanos, e incluso com a nação em perigo, não vamos ir para a guerra”. Quando muitos deles gritavam e diziam: “Somos Alemães – Americanos e não podemos lutar”, quando tantos homens brancos se recusaram a responder o chamado, e se escondiam atrás de qualquer desculpa, 400.000 homens Negros estiveram alistados sem nenhuma pregunta. Foi porque nos disseram que era uma guerra da democracia; era uma guerra pela liberdade da gente mais fraca do mundo. Nós escutamos ese chamado de Woodrow Wilson, náo porque se gostava dele, foi porque as coisas que ele nos dizia eram de tal natureza que apelavam a nós como homens. E onde seja que a causa da humanidade se levante necessitando de asistência, ali encontraram o Negro sempre listado para servir.

Tem sido feito desde o tempo de Cristo, e até esta hora. Quando o mundo inteiro deu as costas para o Cristo, o homem que dizia ser o Filho de Deus; Quando o mundo gritava “Cruficiquem- o”; quando o mundo se opunha e lutava contra ele, houve um homem Negro, Simão de Cirene que levantou a cruz. Por quê? Porque a causa da humanidade fez um apelo à ele. Quando o homem Negro viu o sofrimento do Judeu, sob a pesada cruz para suportar, ele estava disposto a ir em Sua asistência, e ele carrego a cruz ate as alturas do Calvário. E no espirito de Simão o Cireno, 1900 anos depois, nós respondemos ao chamado de Woodrow Wilson, o chamado de uma grande humanidade, e foi por isso que nós nos apressamos para a guerra desde a America, desde as Indias Ocidentais, mais de 100.000; foi por isso que nos apressamos a guerra da África, 2.00.000 de nós. Nos encontramos na França, Flanders e na Mesopotania. Nós lutamos sem nos fadigar. Quando os homens brancos se enfraqueceram e cairam nas linhas de combate, no Marne e no Verdun, quando corriam da grande carga das bombas alemãs, os Negros lutadores do inferno se depararam aos pés do canhão, em frente a grandes cargas, e outra vez gritaram; “ Vai ser um tempo quente, na velha cidade esta noite”.

Fizemos, tão quente alguns meses depois de nossa aparição na França e nos varios frontes de batalha, consguimos éxitos ao levar as bombas alemãs atráves do rio e levando Kaiser fora da Alemanha, e fora de Potsdam na Holanda. Não temos esquecido os afazeres da guerra. Se temos homens de mentes liberais para dar nosso sangue e vida na França, na Mesopotania, e em outros lados, lutando pelo homem branco, o que sempre ajudamos, por segurança não temos esquecido de lutar por nós mesmos, e quando chegar o tempo em que o mundo será de outra vez uma oportunidade de liberdade para África, seguramente 400.00.000 de homens Negros vão marchar pelos campos de batalha da África, sob as cores do vermelho, do Negro, e do verde.





Podemos marchar, sim como cidadãos Americanos Negros, como sujeitos Britânicos Negros, como cidadãos Franceses Negros, como cidadãos Italianos Negros, ou como Espanhois Negros, porque podemos marchar com uma maior lealdade, a lealdade de raça. Podemos andar em resposta ao grito de nossos país, os que clamam pela redenção de nosso próprio país, nossa terra mãe África.
Podemos marchar, sem esquecer a benção da América. Podemos andar, sem esquecer as bençãos da civilização. Podemos caminhar com uma história de paz atrás e adiante de nós, e seguramente está história será nossa pedra ancorada, porque como pode o homem lutar melhor sabendo se a causa pela qual ele luta é justa? Como pode o homem lutar mais gloriosamente sabendo que atrás dele tem uma história de escravidão, uma história de sangrentas matanças e massacres inflingindos sobre uma raça por sua incapacidade de se proteger e lutar? Nós não vamos lutar pela gloriosa oportunidade de proteger e estabelecer para sempre uma poderosa raça e nação, nunca mais sendo desprezados por homens? Gloriosa será a batalha quando chegar o tempo para lutar por nossa gente e nossa raça.


Nos dizemos aos milhões que estão em África que a sustentem com força, porque estamos recebendo 400.000.000 de reforços.


Marcus Garvey
Presidente Geral da Associação Universal para o melhoramento do Negro.
*
Bendito amor para um e para todos, benditos os ensinamentos educação de Marcus Garvey pois está a mostrar a eu e eu uma postura universal de amor, uma postura universal de igualdade entre um e todos, para um e para todos, direitos e amor sobre e sob todas nações cores de pele e denominações criadas com pensamentos brancos, sejamos superiores, espiritos e mentes carnes evoluidas, que lutam sem o usar de armas, que batalham com o amor e direito de todo homem e mulher para todo homem e mulher
Sagrado Amor
Garvey O profeta mais Honóravel nascido de uma mulher.
Tradução e Adaptação - Jeffrey Gaspar.

terça-feira, novembro 17, 2009

Calendar of Celebrations - E.A.B.I.C.


Congresso Negro Internacional Etiope Africano
True divine church of salvation

Calendário de Celebrações


7 de Fevereiro.

● Ano novo, começa um novo ano no Mundo Negro.

1 de Março.

● Aniversario da fundação do Congresso Negro Internacional Etiope Africano, 1958 em 54 B, Spanish Town Road, Kingston, Jamaica.

23 de Março.
● Aniversario da fundação da Liga da Liberação e Liberdade da mulher do Congresso Negro Internacional Etiope Africano, 1980.

21 de Abril.
● Aniversario da visita do Imperador Haile Selassie I a Jamaica 1966 (Hebreus 7 ).

25 de Maio.
● Aniversario da fundação da Organização da Unidade Africana, em Addis Ababa, Etiopia, 1963.

23 de Julho.
 Aniversario do nascimento de Vossa Majestade Imperial Haile Selassie I em Harar, Etiopia, 1892.

1 de Agosto.
● Aniversario da Plocamação da Liberdade dos Escravos Africanos nas Indias Ocidentais, 1834-38.

17 de Agosto.

● Aniversario de nascimento do Honoravel Marcus Mosiah Garvey na Bahia de Santa Ana, Jamaica, 1887.


02 de Novembro
● Aniversário de Coroação da Vossa Majestade Imperial Haile Selassie I e Imperatriz Menem Asfaw em 1930 na Etiópia.


10 de Dezembro
● Dia Internacional dos Direitos Humanos.

7 de Janeiro.
● Natal, Aniversario do nascimento na terra do Cristo Negro Rei Emanuel Charles Edward.

Bendito Amor

Fonte:
www.black-king.net
Tradução e Adaptação - Jeffrey Gaspar e tradutores.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Marcus Mosiah Garvey - Como Ler.

Marcus Mosiah Garvey
Mais Filosofia e Opiniões de Marcus Garvey


Como Ler

Utilize cada minuto que tenha para ler. Se for a uma viajem que dure uma hora, leve algo para ler nesta uma hora ate chegar ao local. Se está sentando esperando alguem, e tem algo em seu bolso para ler, leia até que a pessoa chegue. Não desperdice tempo. Cada momento em que achas que o tempo é livre, passe este tempo lendo algo. Tenha convosco um pequeno dicionario de bolso e estude as palavras em tempos vagos ou viajens, ou um pequeno volume sobre um tema particular. Leia ao menos um livro por semana, de tema separado e distinto das periodicas leituras de revistas e jornais. Isto significa que ao final de um ano teras lido 52 diferentes temas. Após 5 anos teras lido 250 livros diferentes. Assim, podera ser considerado um homem bem instruido ou uma mulher bem instruida, esta sera uma grande diferença entre voce e uma pessoa que nao ler sequer um livro. Assim, sera considerado inteligente e outras pessoas ignorantes. Voce e esta pessoa estão vivendo em dois mundos diferentes, um é o mundo da ignorancia, outro é o mundo da inteligencia. Nunca se esqueça as regras de inteligencia do mundo, enquanto suportam a carga da ignoranicia. Assim sabes dicerni como é possivel se afastar da ignorancia e como é possivel ser inteligente.

Se o teu idioma é o inglês, deves estudar a lingua inglesa plenamente. Para conhecer a lingua inglesa deve ser estar plenamente consciente do Latim, porque a maioria das palavras do inglês tem origem do Latim. Também aconselho que conheçam a lingua francesa, porque a maioria dos livros que lerem em ingles levam frases e palavras francesas ou do latim. É inutil ler uma só página, parágrafo ou frase sem entende-la.

Se tens palavras estrangeiras, antes de se cançar com elas, deves ir ao dicionário, senão conhece o seu significado. Nunca passar uma palavra sem conhecer o que ela significa. O dicionário e os livros de construção de palavras, os quais podem ser obtidos com vendedores de livros, podem ajudar grandemente.

Conheci um homem que tinha ambição no aprendizado, ele nao teve um educação escolar periodica, pois tinha que trabalhar 10 horas por dia, mas se determino em aprender, e assim a cada dia de trabalho levava consigo um livro de gramatica simplificado, assim podia ler e memorizar e repassar as regras da gramatica durante seu trabalho.

Depois de um ano, ele era quase especialista na gramatica de sua lingua. Reconhecia diferentes partes de um discurso, assim podia acompanhar, analisar e escrever frases. Ele támbém levava consigo um dicionário de bolso ao qual conseguia escrever 25 palavras com um significado e a cada dia estudava essas palavras, suas formas e seus significados. Após outro ano ele detinha um vocabulario de mais de 3 mil palavras. E assim continuou fazendo estes estudos por vários anos e quando se tornou um homem ele tinha em suas mãos e dominio um vocabulario de mais de 25 mil palavras. O que ele escreveu foram suas experiencias e escreveu suas experiencias com as melhores palavras de seu vocabulario. Ele nao podia escrever apropriadamente a toda idade, por isso levo consigo que a escola é uma cópia de livros, e ele pratico copiando cartas, ate que fosse capaz de escrever uma com uma boa letra. Naturalmente tornou-se conhecedor da literatura
e assim continuou a ler extensamente. Quando ele morreu ele era um dos maiores ensinamentos que o mundo conheceu. Aplicar a historia em si mesmo.

Não a nada no mundo que não possa ter, enquanto é possível na natureza e os homens têm encontrado antes. Os maiores homens e mulheres do mundo queimaram a lampada da meia-noite. Isto é, quando seus vizinhos estão em casa e vao descançar, eles estão lendo estudando e pensando. Quando eles se levantam pela manhã eles estão sempre a frente de seus vizinhos e a sua casa no assunto que estiveram estudando. Pratique esta regra, e sabio estudar dois temas de uma só vez. Para um caso um pouco de geografia, um pouco de psicologia, um pouco de etica, um pouco de teologia, um pouco de filosofia, um pouco de matematica, alguma ciencia sobre o som e alguma educação esta construida. Fazendo isto semana após semana, meses após meses, anos após anos seras instruido nas artes liberais suficientemente para torna-lo pronto e capaz de tomar o seu lugar nos assuntos do mundo, se sabe o que os outros não sabem, vão querer te ouvir. Então você será inestimável em sua comunidade e em seu país, porque os homens e as mulheres querem ouvir e ver onde esteja.



Como estabelecido anteriormente, os livros são sua melhor companhia, trate de obte-los e conserva-los. Um método de fazer isso é que toda vez que você tem dez centavos ou cinco centavos para gastar estupidamente, se em si mesmo ou amigos, o mais útil para pensar sobre aqueles 10 ou 25 centavos seria investido em um livro e inverte-lo.


Poderia ser o que esta buscando partir de uma ideia pela qual poderia ganhar o coração do mundo. Os dez centavos, vinte e cinco centavos ou um dolar, assim, podem terminar em sendo uma inversão para um milhão de dolares. Nunca empreste a ninguem o livro que você quer. Nunca irá recupera-lo. Nunca deixe ninguém ir à biblioteca pois na sua ausência capaz de obter um livro deste tipo novamente.


Se voce tem uma biblioteca, assegure ela quando não estiveres em casa. Passe nela a maioria de seu tempo livre. Se você tiver um rádio o mantenha na sua biblioteca de use-o sem parar para ouvir as leituras, concertos, palestras e boa música. Você pode aprende muito com o rádio. Pode se inspirar muito com uma boa musica. A boa musica eleva a harmonia, e podes ter muitos bons pensamentos ao escutar uma boa música. Leia um capítulo da Bíblia todos os dias, Antigo e Novo Testamentos. A maior sabedoria da época está nas Escrituras. Você sempre pode citar a Bíblia. É a maneira mais rápida de conseguir a aprovação.


Marcus Garvey


Fonte: www.black-king.net

Tradução Jeffrey Gaspar  e Tradutores. Bendito Amor.

domingo, novembro 15, 2009

Marcus Mosiah Garvey - Eduque-se

Marcus Mosiah Garvey
Mais Filosofia e Opiniões de Marcus Garvey

Em casa ou na rua
EDUQUE-SE

Nunca se deve deixar de aprender. Os maiores homens e mulheres do mundo foram pessoas que educaram-se fora das universidades, com todo o conhecimento que a universidade oferece, você tem a oportunidade de fazer o que os estudantes das universidades fazem: ler e estudar.

Nunca se deve deixar de ler. Leia tudo o que possa que seja de conhecimento padrão. Não desperdice seu tempo lendo literatura que são lixos. Leia, não preste nenhuma atenção às novelas de dez centavos, as histórias do velho oeste ou livros de romances baratos. Mas onde há uma boa trama e uma boa história na forma de uma novela, as leia. É necessário as ler com o propósito de obter informações sobre a natureza humana. A idéia é que a experiência pessoal não é suficiente para um humano obter todo o conhecimento útil da vida, porque a vida individual é muito curta, por isso deve ser alimentada pela experiência dos outros. A literatura que lemos devem incluir a biografia e a autobiografia de homens e mulheres que tenham alcançado a grandeza em sua linha particular. Quando puder compre a esses livros e os leia, enquanto você os lê faça anotações, a lápis ou caneta, sobre as informações importantes e parágrafos que você gostaria de lembrar, assim, quando tiver que recorrer ao livro, por qualquer pensamento que você tenha sobre ele e gostaria de refrescar a sua memória, não terá de ler o livro inteiro.

Você deve ler a melhor poesia de inspiração. Os poetas padrão sempre foram os maiores criadores de inspiração. Em uma boa linha de poesia, você poderia começar a inspiração para a corrida de sua vida. Muitos grandes homens e mulheres foram inspirados por uma linha atrativa de poesia ou verso.

Há poetas bons e maus poetas, como há romances bons e maus romances. Sempre selecionar os melhores poetas para aumentar a sua inspiração.
Leia a história incessantemente até dominá-la. Isto significa a sua própria história nacional, história do mundo, a história social, história industrial, e a história de várias ciências, mas principalmente a história do homem, se você não sabe o que aconteceu antes de vir aqui e o que está acontecendo no tempo em que vive, longe de você, não conhecer o mundo e ser ignorante do mundo e da humanidade.

Você só pode fazer o melhor da vida para conhecer e entender, de saber que você pode mergulhar na inteligência dos outros que vieram antes de você e não deixaram os seus registros.
Para ser capaz de ler com inteligência, você deve primeiro ser capaz de lidar com a língua de seu país. Para fazer isso, você deve estar bem familiarizado com sua gramática e conhecimento dela. A cada seis meses, você deve ler mais uma vez sobre a ciência da linguagem falada, portanto não se esqueça das regras. As pessoas te julgam pela sua expressão escrita e oral. Se você falar e escrever corretamente, predispondo-os a sua inteligência, e se você falar mal e incorretamente, aqueles que ouvi-lo, é repugnante e não prestar atenção, mas em seus corações vão rir de você. Um líder que ensinar aos homens sem apresentar nenhum fato de verdade para o homem deve primeiro ser aprendido em seu sujeito.

Nunca ler ou escrever sobre um assunto sobre o qual você não sabe nada, pois há sempre alguém que sabe sobre o determinado assunto para rir de você ou fazer uma pergunta embaraçosa que poderiam fazer os outros rirem de você. Você pode aprender sobre qualquer assunto, sob o sol, lendo sobre o assunto. Se você não pode comprar livros de uma só vez e os possuir, vá para bibliotecas públicas os leia lá, ou peça que sejam entregues, ou vá participar de uma biblioteca em seu distrito ou vila para a utilização desses livros. Você deve fazer isso para que você possa consultá-las para obter informações.

Você deve ler pelo menos quatro horas por dia. O tempo de leitura é melhor na parte da tarde depois que você se aposentou do seu trabalho e descansou, e antes de dormir, mas fazê-lo antes do amanhecer, de modo que o que você leu se torna o seu sub consciente. Ou seja, plantado em sua memória. Nunca vá para a cama sem fazer algumas leituras.

Nunca manter a companhia constante de alguém que sabe tanto quanto você, ou não tão educada como você e que não possa aprender algo ou traga queda de seu conhecimento, especialmente se essa pessoa é analfabeta ou ignorantes, para a associação constante com essas pessoas causará de ser levado para a cultura peculiar ou ignorância dessa pessoa. Sempre tente associar com pessoas que você pode aprender alguma coisa. O contato com pessoas cultas e de livros é a melhor companhia que você pode tomar e manter.

Ler bons livros mantem a empresa dos autores ou dos temas do livro, quando você não consegue encontrar outra forma de contato social da vida. Inteligência é nunca descer para aqueles que estão abaixo de você, mas se possível para ajudar a elevar o seu nível e sempre tenta superar aqueles que estão em cima de você e ser igual a eles na esperança de ser seu professor.
Continue sempre em aplicar o que você deseja educativo, cultural, ou não, e nunca desista até alcançar o objetivo. Você pode alcançar sua meta, se a outro (s) terem feito antes, provando que eles fizeram isso, é possível.

No seu desejo de alcançar a grandeza, primeiro você precisa decidir em sua própria mente sobre qual direção você quer encontrar tal grandeza, quando você tiver decidido em sua própria mente trabalhe incessantemente para isso. O algo especial que você quer ser capaz de alcançar pode estar diante de voce o tempo todo, faça o que for preciso para obter ou o que seja possível, deve ser feito. Use a sua autoridade e persuasão para alcançar especialmente porque você determina em sua mente. Nunca tente repetir para si mesmo em um discurso novo e de novo repetindo a mesma coisa, exceto quando se desenvolvem novos pontos, porque a repetição é cansosa e perturbadora aqueles que ouvem a repetição. Portanto, tentar ter tanto conhecimento como possível universal através da leitura de modo a ser capaz de se libertar da repetição para tentar conduzir a um ponto.

Ninguém é velho demais para aprender. Portanto, você deve aproveitar todas as facilidades educacionais. Se você ouvir de um grande homem ou uma mulher que vai dar uma palestra ou falam em sua cidade sobre um determinado assunto e da pessoa é uma autoridade no assunto, sempre arranjar tempo para ir e ouvir. Isto é o que se entende por aprender com os outros. Você deve aprender os dois lados para cada história, de modo a ser capaz de debater a questão e manter adequadamente sua causa com o lado que eles suportam. Se você só conhece um lado da história, você não pode discutir com inteligência e eficácia. Como exemplo, para combater o comunismo, você deve saber sobre ele, senão as pessoas vão ter prioridade e você vai ganhar uma vantagem sobre a sua ignorância.

Tudo o que você enfrenta, primeiro você deve saber sobre ele, de modo a ser capaz de derrotá-lo. Quando você for ignorante sobre algo que enfrenta, a pessoa com o entendimento sobre este algo vai esmagá-lo. Por isso, obter conhecimento, obtenham rápido, obtenham estudos, mas não os utilizade de qualquer maneira.

Conhecimento é poder. Quando você sabe alguma coisa, você pode manter o seu terreno neste conhecimento e vencer seus oponentes nele , aqueles que ouvem você aprendem a ter confiança em você e confiar em sua capacidade.

Nunca, portanto, ofenda a nada sem poder defendê-lo sobre isso, porque toda vez que você é derrotado leva o seu prestígio você não é tão respeitado como sempre.

Todo o conhecimento que você quer está no mundo, e tudo que você tem a fazer é ir à procura, e não parar até que você encontrar. Você pode encontrar conhecimento ou informação sobre o assunto em bibliotecas públicas, se não na sua própria biblioteca. Tente ter um livro, e possuí-lo, em cada pouco conhecimento o que você deseja. Você normalmente pode obter estes livros em lojas de segunda mão, por vezes, um quinto do preço original.

Sempre tem uma estante totalmente equipada com livros. A maioria das informações sobre a humanidade pode ser encontrada na Enciclopédia Britânica. Este é um livro caro, mas tente obtê-lo. Compre uma edição completa para você e para manter a sua casa, e quando você estiver em dúvida sobre algo, leia e você vai encontrar lo.

O valor do conhecimento é utilizá-lo. Não é humanamente possível para uma pessoa a manter todo o conhecimento do mundo, mas se uma pessoa sabe como procurar o conhecimento de todo o mundo, ela vai encontra-lo quando quiser.

Um médico ou um advogado, mesmo após a aprovação de sua formação na faculdade Não conhece todas as leis nem conhece todas as técnicas da medicina, mas possui todos conhecimentos fundamentais. Quando busca um determinado tipo de conhecimento sabe se direcionar para os seus livros médicos ou livros de direito e remete para a lei especial, ou como usar a prescrição do medicamento. Você deve, portanto, saber onde encontrar seu conhecimento e usá-los como quiser. Ninguém vai saber onde você obteve-los, mas você tem que saber usá-los corretamente, eles vão achar você uma pessoa maravilhosa, um grande gênio, e um líder confiável.

Ao ler não é necessário ou obrigatório que você concorde com tudo que você lê. Você deve sempre ler ou aplicar o seu próprio raciocínio para o que você leu com base no que já sabe sobre os fatos do que você leu. Execute um teste em tudo que você lê com base nesses fatos. Quando eu digo fatos eu quero dizer coisas que não podem ser contestadas. Você pode ler velhos pensamentos e opiniões que são antigas e foram alterados desde que foram escritas. Você deve sempre procurar encontrar os últimos acontecimentos sobre esse assunto específico, e só quando esses fatos são consistentemente sustentado no que você lê, você deve concordar com eles. Caso contrário, você tem direito a sua própria opinião.

Sempre tenha conhecimento atual. Você pode encontra-lo a partir de livros anteriores e recentes publicações, revistas e jornais. Leia o seu jornal diário em cada dia. Ler um jornal todos os meses contribui para um padrão mensal, leia a revista trimestral, este conhecimento vai contribuir para todo o ano e para além dos livros que você ja leu, cujos fatos não mudaram nesse ano. Não manter velhas idéias que elas chegam a enterrar a notícia atual.

Marcus Garvey

Fonte:
www.black-king.net
Tradução Jeffrey Gaspar e Tradutores. Bendito Amor




quarta-feira, novembro 11, 2009

Marcus Mosiah Garvey - Carater Real

CARÁTER REAL




Quando a riqueza se perde, nada se perde.
Quando a saúde está perdida alguma coisa é perdida.
Quando o caráter se perdeu tudo está perdido.



O homem de caráter genuíno é o grande construtor. Ele não só é um construtor de si mesmo, mas, de acordo com suas possibilidades, ele constrói o seu ambiente. Ele constrói o seu ambiente, sua comunidade, ele constrói, constrói o seu país, e às vezes ele ajuda a construir um mundo.
A maior posse de um homem é o caráter. Ele pode muito bem enfrentar a perda de riqueza, e até mesmo sua saúde, porque se ele tem caráter, ele pode recuperá-los. Assim, poucas pessoas prestam atenção aos elementos mais essenciais naturais de viver bem. Se mais pessoas se dedicarem a desenvolver um bom caráter seria menos pobreza e menos infelicidade no mundo.


Todos os homens que têm conquistado de qualquer maneira e esfera da vida, eram homens com bom caráter, ou seja, eles eram homens, eles encontraram o mais nobre de si próprios, que sentiram que o auto-desenvolvimento e auto-crescimento são a maior expressão de uma existência normal. Aqueles que não conseguiram desenvolver o caráter meritório tornaram-se os retardatários que tudo vá para o lado.


Com caráter genuíno você pode destruir um mundo e reconstruí-lo, você pode conhecer a adversidade e rir dela no caminho de volta para a prosperidade. É apenas um covarde que não tem caráter definitivamente. O homem com mérito verdadeiro, e a urgência da honestidade, auto-confiança, a nobreza, ele não vê ou admite derrota deficiência ou barreiras, deve subir à superfície. Podemos inspirar jamaicanos para desenvolver as melhores e mais nobres obras de caráter que os construtores não só em si, mas o seu país? Será que não podemos tirar as ações de outros homens que levantaram-se da obscuridade para o início da utilidade humana através do desenvolvimento de um personagem real?
A oportunidade de subir acima do nível dos homens é infeliz para todo o que se torna nobre forjando bem nele. A única coisa boa que leva você, por favor, remova-o para fora. A natureza nunca faz tão sem alma e tanta falta de caráte rserve para não ter uma virtude que pode ser trazida para a superfície. Jamaicanos preguiçoso, tímidos, sem graça, e com falta de caráter: Perceba que você tem algo de valor. Olhe para dentro de si mesmo e ira encontrar. É um caráter nobre, o que significa uma vida nobre para ser vivida para a bênção da humanidade. Após a leitura deste faça a sua cabeça para fora de si mesmo e deixe o mundo saber de você e você. Você podera fazê-lo.


Marcus GarveyArtigo publicado em New Jamaican,14 de Janeiro, 1933.
Tradução Jeffrey Gaspar e Tradutores. Bendito Amor

Marcus Mosiah Garvey - Filosofia e Opinião ( II )

Marcus Mosiah Garvey
África Para os Africanos

Filosofia e Opinião ( II )

Propaganda

Estamos vivendo em uma civilização que é altamente desenvolvida. Vivemos em um mundo que é cientificamente organizado em que tudo é feito pelos controladores, é feito através de sistemas de são devidamente limpos, devidamente organizados, e alguns desses métodos organizacionais utilizados para controlar o mundo é conhecido e chamado de "Propaganda ".

Publicidade tem feito mais contra as boas intenções de raças e nações que até mesmo uma guerra.
Propaganda. é um método ou meio utilizado por pessoas organizadas para converter os outros contra sua vontade.
Nós da raça negra sofremos mais do todas raças no mundo da propaganda, propaganda para destruir nossas esperanças, nossas ambições e nossa confiança em nós mesmos.

Escravidão

A escravidão é uma condição imposta sobre as pessoas ou raças que não são suficientemente capaz de proteger ou defender-se a si mesmos, e logo que uma raça esta exposta ao perigo de ser fraca nada pode dizer quando eles serão reduzidos à escravidão . Quando um homem é um escravo não tem liberdade de ação, não há liberdade de vontade, ele é espancado e controlado pela vontade e ações dos outros, como acontece com um individuo acontece com uma raça. escravidão é uma condição de exclusão, idade ou raça.
A escravidão foi desde que o homem na sua distribuição para as diferenças de si mesmo, espalhadas aqui, ali e em todo lugar, tem crescido e desenvolvido, onde em uma raça se torna forte e uma fraca.
Uma raça foi sempre forte a reduzir outra raça fraca à escravidão. Foi como nos séculos passados, então hoje em algumas partes do mundo, e será até o fim dos tempos.

A grande nação britânica era uma vez uma raça de escravos. Em seu próprio país, não foram respeitados, pois os romanos estavam lá, eles foram tratados brutalmente e capturados, eles foram levados para Roma e aí mantidos na escravidão. Não eram respeitados, em Roma, porque eles foram considerados uma raça de escravos. Mas os britânicos não foram sempre escravos. Até que um homem libertado voltou ao seu país (Inglaterra) e construíu uma civilização própria, e auto-realização da iniciativa obrigou o respeito pela humanidade e mantém até hoje.

Governo

Governo não é infalível. Controle do Governo é apenas um executivo, uma autoridade centralizada, a fim de expressar a vontade do povo. Antes que você tenha um governo tem que ter pessoas. Sem pessoas, não pode haver governo. O governo deve ser uma expressão da vontade do povo.

Evolução e Resultado

Evolução traz mudanças que às vezes nos faz reconhecer, mesmo após um lapso de séculos. Quando a grande raça branca hoje não tinha sua própria civilização, quando o homem branco, vivia em cavernas e eram considerados selvagens, esta raça se vangloriou de uma civilização maravilhosa às margens do Nilo

Pode soar bom para alguns negros dizerem que nasceram aqui ou ali, e não tentar ir a qualquer lugar que o sol brilha. Mas deixe-me dizer-lhe, o mundo é pequeno e a humanidade em suas muitas e diferenças de grupos raciais, está crescendo a cada dia.
Uma raça que foi dez milhões anos atrás, hoje, é de cinquenta e sessenta milhões. A raça que era de cinquenta milhões anos atrás, hoje é de noventa milhões, quantos vão ser amanha, e o mundo não esta crescendo mais?

O que está indo ir através da multiplicação de todos esses diferentes grupos e raças, as que estão no poder, aqueles que são fortes, aqueles que têm em seu comando as forças da natureza, através do qual podem explorar os fracos e, finalmente, exterminados? Que será de ti, fracos e despreparados quando o forte é mais numeroso quando o mundo permanece em seu tamanho atual?

Ah, se puderam pensar no futuro e compararar as possibilidades desse futuro com os sucessos do passado, chegariam a conclusão que não ah nenhuma outra salvação para o negro atraves de uma Africa livre e independente.

O mundo geograficamente falando sempre teve suas divisões naturais como sabemos, e vemos, ainda, politicamente falando, o mundo mudou e continua mudando. Ontem tivemos o Império Romano, tinha o império grego, tinha antes mesmo desses impérios os cartagineses, Assíria e Babilônia. O que aconteceu com eles? Eles foram esquecidas no passado, pelo progresso humano no desenvolvimento de determinadas raças em detrimento de outras, mas até ontem também tivemos o grande Império Germano, tivemos o Império Russo, que tinha o império da Áustria e da Hungria. Onde estão eles agora? Eles também estão viajando para o esquecimento do passado. Hoje temos o grande império francês, o Império Britânico e outros grandes nomes. Eles continuarão a subsistir?

Ah, acho que não, porque a evolução e o progresso humano traz mudanças e alterações ninguém pode dizer o que vai acontecer amanhã, como o que existe hoje. Por isso eu digo para os quatro milhões de negros do mundo, se prepararem para uma vida melhor, uma vida de liberdade, industrial, educacional, social e politica.

Marcus Garvey

Fonte:
www.black-king.net
E.A.B.I.C.

Tradução Jeffrey Gaspar I .
Bendito Amor

Marcus Garvey - Filosofia e Opinião ( I )

Marcus Mosiah Garvey.
África para os Africanos.

Marcus Mosiah Garvey.

Filosofia e Opinião ( I )

Não há nada no mundo comum a todos os homens que um homem não pode fazer.

Os fins que um serve com egoísmo não pode levá-lo mais longe do que a si mesmo, mas os fins que se serve um são para todos em comum, te leverão até a eternidade.

É apenas a crença e confiança que temos em Deus, e porque o homem é capaz de compreender suas proprias instituições sociais, mover-se e viver como um ser humano racional.

Pegue mais altos ideais, fé e confiança em Deus e a humanidade é reduzida à selvageria racial e destruição.

Uma raça sem autoridade e poder, é uma raça sem respeito. Levanta-te Etiópia! Levanta-te
Africa!
Trabalhemos para um fim glorioso de uma livre, resgatada e poderosa nação. Vamos fazer da África uma estrela brilhando entre a constelação das nações.
O pão e a manteiga de um homem é garantido quando ele trabalhar por ele.
O reajuste político do mundo quer dizer que aqueles que não são capazes o suficiente, não estão suficientemente preparados, eles estão a mercê das classes organizadas por outros cem ou duzentos anos.

A única proteção contra a injustiça no homem é poder físico, financeiro e científico.

A função da imprensa é um serviço público, sem prejuizos ou parciabilidade , mostra a verdade como ela vê e entende sem favoritismos.

Educação é o meio pelo qual as pessoas são preparadas para criarem sua própria civilização particular, o progresso e a glória da sua própria raça.

Cidadania é a única forma em que a civilização moderna pode proteger a ela mesma.
Independência da nacionalidade, independência de governo, é a forma de proteger não apenas o indivíduo, mas também todo o grupo.
Nacionalidade é o mais alto ideal de todas as pessoas.

Permitimos que a África seja a nossa estrela-guia - a estrela de nosso destino.

Como se atreve alguns a dizer que a África não pode ser resgatada quando temos 400.000.000 homens e mulheres com sangue quente correndo em suas veias?
O poder que sustenta a África não é divino. O poder que sustenta a África é humano, e tem reconhecido o que um homem tem feito, outro homem pode fazer.

Nós, a Raça Negra, estamos nos movendo de um estado de organização para outro, e vamos continuar até chegarmos a organização de governo.

Todo estudante de Ciências Políticas, todo estudante de economia sabe que a raça só pode ser salva através de uma base industrial sólida. Que a raça pode ser salva através de independência política.
Retirem a indústria de uma raça, retirem a liberdade política de uma raça, e serão um grupo de escravos.

Liderar significa tudo - dor, sangue, morte.

A maior arma é usada contra os Negros é a
desorganização.

Se um Negro não for cuidadoso beberá todo veneno da civilização moderna e morrerá pelo efeito deste.

Os homens famintos não têm nenhum respeito pela lei, autoridades ou a vida humana.

Eu não estou oposto a raça branca para torna-los meus inimigos. Eu não tenho tempo para odiar alguém. Todo o meu tempo é dedicado à construção e desenvolvimento da Raça Negra.

As batalhas no futuro, sejam de ordem física ou mental, serão travadas na linha científica, e a raça que seja capaz de produzir o mais alto desenvolvimento científico, é a raça que finalmente governa.

Dia a dia escutamos o grito de "África para os africanos". Este grito tem tornado-se positivo e determinado. É um grito que surge simultaneamente em todo o mundo, pela opressão universal que afeta o Negro.

Marcus Garvey

Fonte:
www.black-king.net
Tradução Jeffrey Gaspar I.
Bendito Amor

quarta-feira, outubro 21, 2009

O Livro de Melquisedeque - Parte II



A História de Salém

Capitulo I

Esta é a história de Salém segundo ouvi dos lábios de Melquisedeque por ocasião da festa de Sukot, quinze dias depois do livramento de Ló e suas filhas.
Tudo começou com um sonho no coração de um homem chamado Adonias; Ele possuía de muitas riquezas, mas a nada prezava mais que a justiça e a paz que nascem da sabedoria e do amor.
Cansado com as injustiças que predominavam por toda a terra de Canaã, Adonias resolveu edificar um reino que fosse regido por leis de amor e de justiça. O nome da capital desse reino seria Salém, a Cidade da Paz.
Os súditos de Salém não empunhariam arcos e flechas, mas seriam treinados na arte musical; Cada habitante de Salém teria sempre ao alcance de suas mãos um instrumento musical, para expressar por meio dele a paz e a alegria daquele novo reino. Juntos, formariam uma poderosa orquestra na luta contra a desarmonia que nasce do orgulho e do egoísmo.
O primeiro passo de Adonias para a concretização de seu plano, foi elaborar as leis do novo reino, as quais ele as escreveu em um pergaminho. Os súditos de Salém não poderiam mentir, furtar, odiar, nem matar seus semelhantes. O orgulho e o egoísmo eram apontados como causa de todo o mal, portanto, não poderiam existir naquele lugar de paz..
As leis do pergaminho requeriam a prática da humildade, da sinceridade, da amizade, e, acima de tudo, do amor que é a maior de todas as virtudes.
Depois de registrar no pergaminho as leis que regeriam aquele reino, Adonias passou a arquitetar Salém. Seria uma cidade a princípio pequena, com habitações para mil e duzentas pessoas. Como lugar de sua edificação, foi escolhida uma região alta de Canaã, ao ocidente do Monte das Oliveiras.
Em pouco tempo, a realização de Adonias começou a atrair pessoas de todas as partes que, de perto e de longe, vinham para conhecerem os palácios e as mansões que estavam sendo edificados. Admirados ante a beleza daquela cidade tão alva, os visitantes perguntavam sobre quem seriam os seus moradores. Adonias mostrava-lhes o pergaminho, dizendo que Salém destinava-se aos limpos de coração - aqueles que estivessem dispostos a obedecerem suas leis.



A História de Salém

Capitulo II


A edificação da cidade foi finalmente concluída e Salém revelou-se formosa como uma noiva adornada, à espera de seu esposo.
Assentado em seu trono, Adonias examinava agora os numerosos pretendentes a súditos que chegavam de todas as partes. Aqueles que, prometendo fidelidade às leis, eram aprovados, recebiam três dotes do rei: o direito à uma mansão, vestes de linho fino e um instrumento musical no qual deveriam praticar.
A cidade ficou finalmente repleta de moradores. Cheio de alegria, Adonias convocou a todos para a festa de inauguração de Salém, no decorrer da qual proclamou um decreto que determinaria o futuro daquele reino, dizendo:
- A partir deste dia, que é o décimo do sétimo mês, seis anos serão contados, nos quais todos os moradores serão provados. Somente aqueles que permanecerem leais, progredindo na prática das leis do pergaminho, serão confirmados como herdeiros deste reino de paz. Aqueles que forem enlaçados por culpas e transgressões, serão banidos pelo juízo.
As palavras do rei levou a todos a um profundo exame de coração, e alegraram-se com a certeza de que alcançariam vitória sobre todo o orgulho e egoísmo, que são as raízes de todos os males.
Adonias tinha um único filho a quem dera o nome de Melquisedeque. A beleza, ternura e sabedoria desse filho amado, haviam sido sua inspiração para a edificação fundação de seu reino.
Melquisedeque tinha doze anos de idade, quando Salém foi inaugurada. Era plano de Adonias coroá-lo rei sobre os súditos aprovados, ao fim dos seis anos. Este plano, o manteria em segredo até o momento devido.
O príncipe, com suas virtudes e simpatia, tornou-se logo muito querido de todos em Salém. Ele tinha sempre nos lábios um sorriso e uma palavra de carinho. Apreciava estar junto aos súditos em seus lares, recitando-lhes as leis do pergaminho em forma de lindas canções que vivia a compor. Sua presença trazia ao ambiente uma atmosfera de felicidade e paz. Esse amado príncipe possuía, de fato, todas as virtudes necessárias para ser rei de uma Salém vitoriosa.
Adonias edificara uma mansão especial junto ao palácio, com o propósito de ofertá-la ao súdito cuja vida expressasse mais perfeitamente as leis do pergaminho. Diariamente ele observava os moradores, procurando entre eles essa pessoa a quem desejava honrar.
Passeava pelas alamedas de Salém, quando, por entre o trinar de pássaros, Adonias ouviu uma voz semelhante a de seu filho. Ao voltar-se para ver quem era, encontrou um belo jovem que cantarolava uma canção. Ao contemplar em sua face o brilho da sabedoria e da pureza, Adonias alegrou-se por haver encontrado aquele a quem poderia honrar. Aquele jovem, que era uma cópia fiel do príncipe, chamava-se Samael.
Colocando-lhe um anel no dedo, o rei conduziu-o ao palácio, onde, recebido por Melquisedeque que ofereceu-lhe muitos presentes, entre os quais o direito de estar sempre ao seu lado.
Adonias preparou um grande banquete em honra a Samael, para o qual todos foram convidados. Ao contemplá-lo ao lado do rei, os súditos o aclamaram com alegria, acreditando ser o próprio príncipe.
Exaltavam com júbilo as virtudes daquele formoso jovem, quando revelou-se Melquisedeque, posicionando-se com um sorriso à direita de seu pai.
No banquete, Samael foi honrado por todos. Realmente ele era digno de residir na mansão do monte, pois havia nele um perfeito reflexo das virtudes que coroavam o amado príncipe.



A História de Salém


Capitulo III

Salém crescia em felicidade e paz.Com alegria, os súditos reuniam-se a cada dia ao amanhecer para ouvirem, cantarem e tocarem as sublimes composições de Melquisedeque, que inspiravam atos de bondade e paz.
Entre as amizades nascidas e fortalecidas em virtude da música harmoniosa, sobressaia aquela que unia o príncipe a Samael. Desde que passara a residir na mansão do monte, Samael tornara-se seu companheiro constante. Passavam longas horas juntos, meditando sobre as leis do pergaminho.Com admiração, o súdito honrado via o filho de Adonias transformar aquelas leis em lindas canções. As doces melodias nasciam dos seus lábios como o perfume de uma flor.
Consciente da importância da música na preservação da harmonia e paz em Salém, o príncipe, além do canto, passou a dedicar-se à música instrumental, sendo o seu instrumento preferido o alaúde. Era por meio desse instrumento que conseguia expressar com maior perfeição a riqueza de seu íntimo.
Dos seis anos de prova, cinco, finalmente, passaram. Adonias, feliz por ver que até ali todos os habitantes de Salém haviam permanecido leais aos princípios contidos no pergaminho, convocou-os para um banquete, no qual faria importantes revelações.
Tendo tomado seus lugares diante do trono, os súditos, com alegria uniram as vozes entoando os cânticos da paz, sendo regidos por Samael.
Depois de ouvi-los, o rei, emocionado, dirigiu-se a seu filho, abraçando-o em meio aos aplausos da multidão agradecida. Todos reconheciam que a paz e a alegria em Salém, eram em grande medida devidas ao amor e dedicação do querido príncipe, que era o autor daquelas doces canções.
Naquele momento de reconhecimento e gratidão, Adonias revelou os seus planos mantidos até então em segredo.Com voz pausada, disse-lhes:
- Súditos deste reino de paz, minh’alma está repleta de alegria por contemplar nesse dia vossas faces mais radiantes que outrora. Vossas vestes continuam alvas e puras, como quando as recebestes de minhas mãos. A harmonia de vossas vozes e instrumentos, hoje são maiores.
Tendo dito estas palavras, o rei acrescentou com solenidade:
-Um ano de prova ainda resta, ao fim do qual sereis examinados. Permanecendo fiéis como até aqui, sereis honrados confirmados como súditos deste reino de paz. Contudo, se alguém for achado em falta, será banido, ainda que este julgamento nos traga muita tristeza e sofrimento.
As palavras do rei levaram os súditos a uma profunda reflexão. Todos, examinando-se, indagavam reverentes: - Estaremos aprovados?!
Certos de que seriam vitoriosos, pois amavam Salém e suas leis, uniram as vozes num cântico expressivo de fidelidade. Ao terminarem o cântico, Adonias revelou-lhes seu grande segredo:
- Aqueles que forem aprovados, herdando este reino de paz, receberão como rei o meu filho , a quem darei o trono glorificado dessa Salém vitoriosa.
A revelação do rei foi aclamada por todos com muito júbilo. Adonias, contudo, ainda não lhes revelara todo o seu plano, por isso pedindo-lhes silêncio, prosseguiu:
- O meu filho empunhará um cetro especial, no qual selarei todo o direito de domínio seu cetro , simbolizando toda a harmonia, será um alaúde.
Diante desta revelação que a todos sensibilizou, o príncipe prostrando-se aos pés de seu pai, chorou motivado por muita alegria. Enquanto isto, todos o aplaudiam com euforia, ansiando ver o raiar desse dia em que a paz seria vitoriosa.
Adonias, chamando para junto de seu filho a Samael, concluiu dizendo:
- No governo dessa Salém vitoriosa, tenho proposto fazer de Samael o primeiro depois de Melquisedeque. A ele será confiado o pergaminho das leis, devendo ser o guardião da honra desse reino triunfante.


A História de Salém

Capitulo IV

Samael, ao conhecer os planos de Adonias quanto ao futuro de Salém, encheu-se de euforia. Contemplava agora risonho aquela cidade sem igual, imaginando seu futuro de glória. Considerando as palavras do rei, de que ele seria o segundo no reino, deixou ser dominado por um sentimento de exaltação. Ele, que até ali, em obediência às leis do pergaminho, vivera uma vida de humildade, começava a orgulhar-se de sua posição. Em seu devaneio sentia-se junto ao trono, tendo os súditos de Salém a seus pés, aclamando com louvores sua grandeza. Samael, totalmente dominado por esse sentimento, não dava por conta de que estava sendo conduzido para um caminho perigoso. O orgulho que o seduzira, estava gerando o egoísmo que logo se manifestaria em cobiça.
Uma semana após a revelação de Adonias, os súditos promoveram uma festa em homenagem a Melquisedeque, o futuro rei de Salém. Vendo-o aclamado por tantos louvores, Samael teve o coração tomado por um estranho sentimento de inveja, fruto do orgulho e do egoísmo. Não podia suportar o pensamento de ser deixado em segundo plano. Não era ele tão formoso e sábio quanto o príncipe?! Era quase impossível disfarçar tal sentimento de infelicidade.
Outrora, Samael encontrara indizível prazer nos momentos em que, ao lado do príncipe, recitava as leis contidas no pergaminho, que eram transformadas em lindas canções. Agora, tais momentos tornaram-se desagradáveis, pois aqueles princípios contrariavam os seus ideais. Decidiu, contudo, não revelar seus sentimentos de revolta. Suportaria o antiquado pergaminho até que, com sua autoridade, pudesse bani-lo do novo reino que seria estabelecido. Não seria ele o guardião daquelas leis? Essa "vitória" procuraria alcançar mediante sua influência e sabedoria.
Julgando poder influenciar o filho de Adonias com seus sonhos de grandeza, Samael aproximou-se dele com euforia, e passou a falar-lhe das glórias do reino vindouro, onde os dois, cobertos de honras, desfrutariam dos louvores de uma Salém vitoriosa. Seriam eles os heróis do mais perfeito reino estabelecido entre os homens.
As delirantes palavras do súdito honrado trouxeram preocupação e tristeza ao coração do jovem príncipe, pois não refletiam os ensinamentos de amor e humildade do pergaminho.
Vendo o seu íntimo amigo em perigo, Melquisedeque, com uma ternura jamais revelada, conduziu-o para junto do trono, onde, tomando o pergaminho, passou a ler compassadamente os seguintes parágrafos:
- O reino de Salém será firmado sobre a humildade ,pois esta virtude é a base de toda verdadeira grandeza.
A humildade é fruto do amor, sendo contrária ao orgulho, que pode manter uma criatura presa ao pó, fazendo-a contentar-se com suas limitações ,iludindo-a como se as mesmas fossem de infinito valor.
A humildade consiste no esquecimento de si, e este, numa vida de abnegado serviço pelos semelhantes.
Samael, esforçando-se para encobrir sua indignação ante a leitura do pergaminho que para ele era ultrapassado, disse ao príncipe, em tom de conselho amigo:
- Meu bom companheiro, reinaremos numa Salém vitoriosa, que fulgurará muito acima deste pergaminho ,cujos princípios foram cumpridos fielmente nesses anos de prova. A plena liberdade não será a glória de Salém? Pois saiba que, completa liberdade não coexistirá com estas leis, cujo objetivo encerra-se ao fim dos cinco anos. Caberá a nós dois coroarmos Salém com a honra de uma total liberdade, que gerará uma felicidade sem fim. Tal liberdade é impossível existir sob as limitações do pergaminho.
O filho do rei ficou muito abalado ante as palavras de seu amigo, que evidenciavam loucura. Como libertá-lo desse caminho de morte?!
Ninguém em Salém, além de Melquisedeque, conhecia a triste condição de Samael. Com paciência, o príncipe procurava conscientizá-lo do real valor do pergaminho, cujas leis não podiam jamais ser alteradas, pois isto seria o fim de toda a paz.
Os conselhos do príncipe despertaram finalmente o seu coração. Meditando sobre suas palavras, conscientizou-se de estar seguindo por um caminho enganoso.
Ao ver nos olhos daquele a quem tanto amava as lágrimas do arrependimento, o filho de Adonias alegrou-se com sua vitória sobre o orgulho e o egoísmo.
Os dias que seguiram-se à libertação, foram cheios de realizações; O príncipe revelava-se ainda mais amigo, disposto a dar tudo de si para que seu companheiro pudesse prosseguir triunfante no caminho da humildade. Naqueles dias de júbilo, foi dada a ele a honra de conhecer o cetro que estava sendo moldado.
Num momento de descuido, Samael que voltara a desfrutar paz de espírito, permitiu que seu coração novamente ficasse possuído por um sentimento de grandeza, que fez desencadear nova tormenta em sua alma. Esse sentimento misto de orgulho e cobiça lhe sobreveio no momento em que o príncipe mostrava-lhe o dourado alaúde, no qual estava sendo impresso o selo de todo o domínio.


A História de Salém

Capitulo V

De sua mansão Samael contemplava Salém em seu resplendor matinal. Vendo-a, qual noiva adornada à espera de seu rei, cobiçou-a. Em seu delírio passou a formular planos de conquista. Já podia sentir-se exaltado sobre o seu trono, tendo nas mãos o cetro precioso. Todos aclamariam-no como o libertador da opressão daquelas leis. Salém seria um reino de completa liberdade e prazer. Dominado por esta cobiça, passou a maquinar planos de conquista.
Samael decidiu agir sutilmente entre os súditos, levando-os a ver no pergaminho um impecílio à real liberdade. Em sua missão de engano, agiria com aparente bondade, revelando interesse pelo crescimento da felicidade de todos.
Pondo em prática seus planos, passou a visitar os súditos em suas mansões, falando-lhes das glórias do reino vindouro, onde desfrutariam completa liberdade.
Grande era a sua influência em Salém. Todos admiravam sua beleza e sabedoria, tendo-o como um perfeito apóstolo da justiça e do amor. Ninguém podia imaginar que em meio àquela atmosfera de júbilo e gratidão uma armadilha sutil estava sendo colocada, nas garras da qual muitos poderiam cair por descuido.
Em sua sedutora missão, Samael não falava contra o pergaminho, aliás, louvava-o por haver exercido naqueles seis anos prestes a findarem ,uma missão de prova. Em sua lógica, contudo, procurava mostrar que, no reino vindouro, quando todos estivessem aprovados, estariam acima daquelas leis. Seus argumentos, aparentemente corretos, preparavam-lhe o caminho para afirmar abertamente que, no novo reino, a existência do pergaminho, seria um entrave à concretização da verdadeira liberdade.
As sementes da rebelião lançadas por Samael não tardaram a germinar no coração de muitos em Salém. Isto acontecia a seis meses do Yom Kipur, quando o destino de todos seria selado. Um terço dos habitantes ,seduzido pelo terrível engano, exaltava-o agora, em completo desprezo às leis e ao príncipe, a quem julgavam ultrapassados.
Adonias, que sofria ao ver o surgimento de toda essa rebeldia, convocou os súditos para uma reunião de emergência. Na face de todos podia-se ver as contrastantes disposições.
Com voz compassiva, o rei passou a revelar-lhes, como jamais fizera antes, a grande importância das leis registradas no pergaminho, mostrando que elas eram a base de toda a prosperidade e paz. Se tais leis fossem banidas, toda felicidade e glória se extinguiriam, dando lugar ao caos.
Depois de mostrar a necessidade das leis, Melquisedeque, movido por um forte desejo de salvar aqueles a quem tanto amava, ergueu diante de todos o pergaminho e, com voz cheia de bondade ofereceu-lhes o perdão e a oportunidade de recomeçarem no caminho da paz. Suas palavras a todos emocionou, ficando até mesmo Samael ficou a princípio motivado, contudo, o orgulho impediu-lhe novo arrependimento. Desta maneira, o súdito honrado, quando ainda podia olhar arrependido para o pergaminho, endureceu-se em sua rebeldia, decidindo prosseguir até o fim. Esta decisão, todavia, não a manifestaria prontamente, pois idealizara um traiçoeiro plano.
Ao findar o encontro da oportunidade, Samael convocou seus seguidores para uma reunião secreta, que foi realizada sob o manto da noite, junto ao riacho de Cedrom que ficava fora dos muros de Salém.
Após maldizer o pergaminho e a todos aqueles que o defendiam, ,começou a falar-lhes de seus planos de vingança e traição:
- Como vocês sabem, os seis anos da prova estão se esgotando, restando, a partir de hoje, vinte e quatro semanas para o dia da coroação. Se vocês quiserem ter-me como rei em lugar de Melquisedeque, poderei roubar-lhe o cetro, apoderando-me do reino.
Samael passou a explicar-lhes os lances da traição, dando-lhes as devidas orientações sobre a maneira de agirem a partir daquela data:
- Precisamos manter uma aparência de fidelidade ao pergaminho e ao príncipe até que chegue o momento de agirmos. O golpe será dado na noite que antecede o dia da coroação. À meia-noite, furtivamente nos ausentaremos de Salém. Roubarei nessa noite o cetro e, juntos, fugiremos para o profundo vale onde estão as cidades de Sodoma e Gomorra. Ali nos armaremos, e marcharemos contra Salém, subjugando nossos inimigos. Acabaremos então com o pergaminho e com todos aqueles que se recusarem prestar obediência ao nosso governo.


A História de Salém

Capitulo VI

Sobrevieram dias de aparente tranqüilidade e paz Samael, fingindo fidelidade, estava sempre ao lado do príncipe, demonstrando admiração pelas suas novas composições que exaltavam as leis do pergaminho. Os seguidores de Samael, da mesma maneira, uniam as vozes em louvores que expressavam a grandeza dos princípios aos quais repugnavam.
Melquisedeque, cheio de alegria por ver aproximar-se o dia de sua coroação, ensaiava com os súditos os cânticos da vitória, os quais compusera especialmente para aquela ocasião.Com felicidade falava a todos sobre seus sonhos em tornar Salém cada vez mais honrada por sua beleza e harmonia.
Samael, em sua maldade velada, zombava do príncipe. Já previa a dor que lhe traria o golpe da traição.
Naqueles dias de aparente paz, o súdito rebelde procurou conhecer o lugar em que o cetro ficaria oculto até o dia da coroação. O príncipe, sem nada desconfiar, revelou-lhe todo o segredo: a sala, o cofre com seu enigma, o rico estojo e, finalmente o tesouro. Contemplando-o o astuto Samael animou-se ao ver estampado em seu bojo o selo do domínio; Compreendeu que, aquele que o possuísse, teria nas mãos o reino de Salém. Somente alguns dias, pensou, e teria sob seu poder aquele instrumento precioso.
O sol declinou trazendo para Salém o dia que significaria vitória ou derrota.
Pouco antes do anoitecer, Samael deixara o palácio onde passara todo o dia ao lado do príncipe, ajudando-o nos preparativos para a cerimônia da coroação. Dirigindo-se para sua mansão, saudou as trevas com um sorriso maldoso. Como ansiara por aquela noite!
Enquanto os fiéis, embalados pela emoção da feliz vitória , revisavam sob a luz de candeias os adornos de seus instrumentos, de vestes e mansões, certificando-se que seriam aprovados na manhã seguinte, Samael e seus seguidores faziam seus últimos preparativos para desferirem o golpe.
À meia-noite, seguindo as instruções de Samael, todos os seus seguidores abandonaram silentemente suas mansões, rumando-se ao profundo vale de Cedrom, onde esperariam pelo seu novo rei.
Samael, por sua vez, dirigiu-se aos fundos do palácio, por onde esperava entrar sem ser notado, indo ao encontro do cetro. Evitando qualquer ruído, transpôs o portal, dirigindo-se silentemente à sala que guardava o precioso cetro.
Naquele momento, o príncipe que, insone rolava em seu leito, pressentindo algum perigo, dirigiu-se ao quarto de seu pai e o despertou dizendo:
- Meu pai, ouvi ruídos de passos no interior do palácio.
Afagando a cabeça de seu filho, Adonias, sonolento respondeu-lhe:
- Filho, não se preocupe. Deite-se comigo e durma tranqüilamente. Daqui a pouco raiará o alvorecer e você terá nas mãos o alaúde dourado.
O príncipe, tranqüilizado pelas palavras confiantes de seu pai, entregou-se a um sono de lindos sonhos em que vivia ao lado de Samael e de todos os súditos de Salém, os momentos festivos da coroação. Enquanto isso, o rebelde com as mãos trêmulas, apossava-se do cetro. Naquele momento, teve a idéia de levar somente o alaúde, deixando o estojo em seu devido lugar.Com um sorriso cheio de maldade, imaginou o momento em que o rei entregaria ao seu filho aquele estojo vazio.
Levando consigo o cetro, Samael dirigiu-se apressadamente ao lugar em que seus seguidores o aguardavam. Ao encontrá-los, deu vazão a todo o seu orgulho proclamando:
- Agora eu sou o rei de Salém. Quem possui um cetro como o meu? Com ele domino a terra e o mar.A minha força está nas trevas , pois através dela o conquistei.
Festejando a vitória, a turba ruidosa afastou-se para distante de Salém, seguindo rumo às cidades corrompidas da planície, onde pretendiam armarem-se para a conquista de seu reino.
O sol surgiu no horizonte, trazendo a luz do dia da expiação (Yom Kipur)..Despertando de seu sono de lindos sonhos, o príncipe apronta-se para a cerimônia do juízo e da coroação. Vestes especiais de linho fino, adornadas com fios de ouro e pedras preciosas, foram-lhe preparadas. Depois de vestir-se, Melquisedeque encaminhou-se para o encontro de seus súditos, na extremidade sul de Salém. Dali os conduziria numa marcha festiva rumo ao palácio situado ao norte, sobre o monte Sião.
Adonias, fazendo soar um longo chifre, convocou a todos para a reunião do julgamento. Deixando suas mansões, todos os remanescentes dirigiram-se para a praça do portão sul, levando consigo seus instrumentos musicais.
Ao encontrar-se com aqueles fiéis, Melquisedeque ficou surpreso pela ausência de muitos. Esse mistério doía-lhe na alma, pois lhe ocultava-lhe a face mais querida de seu amigo Samael.
Deixando seus seguidores reunidos, o príncipe saiu à procura dos ausentes. Em sua busca infrutífera, dirigiu-se finalmente à mansão do monte, onde chamou por Samael; Sua voz, contudo, não trouxe nenhuma resposta além de um eco vazio, que traduzia ingratidão.
Lendo no triste vazio a traição, sentiu vontade de chorar. Num só momento veio-lhe à mente todo o passado daquele a quem buscara com tanta dedicação conservá-lo em sua glória, através de conselhos sábios. Recordou daqueles dias que seguiram à sua recuperação; Como se alegrara com a certeza de que seu amigo não mais voltaria a cair! Levando-o a pressentir a tragédia, veio-lhe a lembrança as indagações de Samael sobre o alaúde, o qual mostrou-lhe num gesto de amizade. A memória deste fato, somada aos passos ouvidos no interior do palácio naquela noite, deu-lhe a certeza que Salém corria perigo. Não suportando essa possibilidade de traição, prostrou-se em pranto, ferido pela terrível ingratidão daquele a quem dedicara tanto amor.
Curvado pela dor, permaneceu por algum tempo procurando encontrar algum consolo. Enxugou finalmente as lágrimas, decidido a fazer qualquer sacrifício a fim de devolver a Salém sua glória e poder, redimindo-lhe o cetro das mãos da rebeldia.
Consolado pela certeza da vitória, Melquisedeque retornou para junto dos súditos fiéis. Ocultando-lhes seu sofrimento, bem como o motivo da ausência de tantos, o príncipe guiou-os em marcha triunfal rumo ao palácio.


A História de Salém

Capitulo VII
Ao aproximarem-se do monte Sião, galgaram os alvíssimos degraus da escadaria, sendo seguidos pela multidão exultante. Doía-lhe na alma a expectativa de ver morrer nos lábios dos fiéis, naquela manhã, o seu alegre canto, devido o golpe da traição.
Encontravam-se agora no interior do palácio, diante do magnífico trono que esperava pelo jovem rei. Na base do trono, jazia aberto, em meio a um arranjo de flores, o pergaminho das leis. Junto dele podia-se ver a linda coroa, feita de ouro e pedras preciosas, bem como o estojo daquele cetro que simbolizava toda a harmonia de Salém.
Os súditos estavam felizes, pois sabiam que seriam achados dignos de herdar aquele reino de paz. Aguardavam agora o momento da coroação, quando o seu novo rei os regeria de seu trono com seu cetro precioso, num cântico triunfal.
Em meio aos aplausos das hostes vitoriosas, Melquisedeque dirigiu-se a seu pai, que o recebeu com um carinhoso abraço. O momento era deveras solene. As hostes silenciaram-se na expectativa da coroação. O estojo seria aberto e, todos testemunhariam a exaltação do querido príncipe.
Com o coração pulsando forte pela alegria, Adonias curvou-se sobre o estojo, abrindo-o cuidadosamente; Ao encontrá-lo vazio, a alegria de seu semblante deu lugar à uma expressão de indizível preocupação e tristeza, pois naquele cetro selara o destino daquele reino de paz.
Ao ver seu pai e todos os súditos aflitos pela ausência do cetro e de tantos amigos que deveriam estar com eles naquele momento, Melquisedeque consolou-os com a promessa de que buscaria o cetro. Inconscientes dos riscos e perigos que aguardavam o príncipe em seu caminho, os súditos despediram-se dele, vendo-o partir apressadamente.
O alvorecer daquele dia que seria o da coroação, alcançou os rebeldes distantes de Salém, a caminho das cidades da planície. Naquele manhã, Samael encheu-se de fúria ao ver que o precioso alaúde estava adornado com inscrições das leis contidas no pergaminho. Tomando uma pedra pontuda, passou a danificar o cetro, raspando-lhe todas as palavras de amor e justiça. Suas harmoniosas cordas estavam agora desafinadas sobre o seu bojo ferido, mas continuava sendo precioso, pois sobre ele jazia selado o domínio de Salém. Possuí-lo, significava ser dono de todo o poder.
Ao chegarem à altura em que o caminho bifurcava-se, Samael ordenou a seus seguidores que prosseguissem rumo a Gomorra, enquanto ele iria até Sodoma, onde permaneceria por dois dias, juntando-se depois a eles.
Esperou pela noite para entrar em Sodoma. Quando ali entrou, caminhou pelas ruas estreitas sem ser notado, até encontrar uma casa isolada sobre uma elevação. Fazendo do cetro sua arma, invadiu a casa matando seus moradores, enquanto dormiam. Apossou-se dessa maneira daquela residência onde, solitário, maquinaria seus planos para a tomada de Salém.
O entardecer daquele dia que seria o da coroação, alcançou o filho de Adonias a caminhar pelo pedregoso caminho rumo ao vale. Seus olhos carregados de tristeza e anseio voltam-se para o solo, em busca dos rastros dos rebeldes. A lembrança da ingratidão daqueles a quem tanto amava, o fez chorar. Suas lágrimas, refletindo os últimos lampejos daquele sol poente, assemelham-se a gotas de sangue jorrando de um coração ferido. Ele chorava não por causa dos perigos que lhe sobreviriam naquela fria noite, mas pela infeliz sorte daqueles que haviam trocado a paz de Salém pela violência daquelas cidades da planície.
O seu único consolo era a lembrança daqueles que, apesar de todas as tentações, haviam permanecido fiéis. A eles prometera devolver o cetro, e isto o faria apesar de qualquer sacrifício.
Depois de uma longa noite de insônia em que o príncipe ficou recostado ao lado do caminho, raiou a luz de um dia que seria decisivo.
Ao aproximar-se de Sodoma naquela manhã, o pensamento de estar tão próximo do cetro de sua amada Salém, fez com que se esquecesse de toda a fadiga, abreviando seus passos rumo ao desafio.
Ao abeirar-se do grande portão da cidade, ficou tomado por um temor, ao ouvir ruídos espantosos de desarmonia, que traduziam o orgulho, o egoísmo e a cobiça que ali dominavam todos os corações, fazendo-os explodir na orgia de uma maldade sem fim.
Seria um grande risco expor-se à violência gratuita daquela cidade. Esse pensamento o fez deter-se a um passo do portal, onde estremecido curvou a fronte em indizível luta íntima. Era tentado a recuar, mas lutava com todas as forças de sua alma contra esse pensamento de fracasso.
Pensando na triste sorte de Salém, cujo domínio estava sendo pisado no interior daquela cruel Sodoma, Melquisedeque tomou uma firme decisão: como um destemido guerreiro haveria de avançar, e, mesmo que tivesse de enfrentar o acúmulo de todos os perigos, prosseguiria, até erguer em suas mãos vitoriosas o cetro amado.
Resoluto e esperançoso, transpôs o portão de Sodoma, mergulhando naquele mundo estranho. Tudo ali era o oposto de Salém, começando pelas pedras ásperas e sujas de suas construções. Sodoma era um reino de trevas.
A presença contrastante do príncipe foi logo notada por muitos que, em tumulto o acercaram. A pureza de caráter expressa em sua meiga face e o esplendor de suas vestes, encheram-nos de espanto, e recuaram como que vencidos por uma força invisível. Dominados pela fúria , passaram a perseguí-lo à distância, decididos a fazê-lo recuar. Jogavam-lhe pedras e lama tentando macular-lhe as vestes, mas não o atingiam, enquanto ele avançava em sua ansiosa busca. Desistiram finalmente de perseguí-lo, ao entardecer.


A História de Salém

Capitulo VIII

O filho de Adonias percorrera todas as ruas e becos à procura do precioso cetro, mas em vão. Ao ver tombar no horizonte o sol, anunciando a chegada de mais uma escura e fria noite, seu coração ficou opresso por uma grande agonia. Ali, naquele último beco, quase que vencido pela exaustão e pelo desespero, inclinou a fronte, desfazendo-se em pranto. Seus lábios, pronunciaram em meio aos soluços as seguintes palavras:
- Salém, Salém, você não pode perecer! O seu cetro precisa ser redimido das garras da rebeldia! Mas quando e onde vou encontrá-lo?! Já não restam forças em mim, e a esperança de redimi-lo antes da noite me abandona!
O príncipe, em sua suprema angústia, não percebia que outro gemido de dor, procedente de cordas arrebentadas de um alaúde humilhado, fazia-se ouvir naquele entardecer.
Subtamente, o fraco gemido penetrou seus ouvidos, reanimando-o com a certeza de que o grande momento da redenção havia chegado. Enxugando as lágrimas, reuniu as últimas forças correndo em direção à uma pequena casa situada sobre um monte, de onde parecia vir o som.
Ao dirigir-se à porta entreaberta, deteve-se ao contemplar uma cena chocante, de humilhante escravidão: Samael, envolvido por um manto sujo, castigava o cetro de Salém. Tanto o rapaz quanto o cetro achavam-se tão desfigurados, que não restavam neles quase que nenhum traço da glória perdida. Aquele cetro, contudo, mesmo arrasado como estava, era muito precioso, pois nele jazia o selo do domínio de Salém.
A contemplação daquele que fora seu maior amigo e daquele cetro idealizado como símbolo de toda a harmonia, em tão trágica condição, comoveu profundamente o príncipe, fazendo-o chorar em alta voz. Somente então o súdito rebelde percebeu sua presença indesejada. Estremecido, levantou-se, e, cheio de ira perguntou-lhe:
- O que o trouxe a Sodoma?
Apontando para o cetro danificado, Melquisedeque exclamou:
- A glória de Salém está destruída!!!
Com uma gargalhada, Samael zombou de sua tristeza ,dizendo:
- Agora eu sou o rei de Salém. Vocês que são fiéis ao pergaminho, tornar-se-ão meus escravos.
Sem se importar com as palavras de afronta de Samael, o príncipe, movido por uma infinita angústia, lhe disse:
- Samael, Salém está ferida por sua traição. Por que você trocou o seu lar de justiça e amor por esse vale de injustiça, ódio e morte?! Agora, se não deseja retornar à Salém arrependido, devolva-lhe o cetro. Foi para redimi-lo que, a despeito de todos os perigos, desci a esse vale hostil.
Conhecendo o propósito do príncipe, o rebelde encheu-se de raiva e cerrando os punhos disse-lhe :
- Eu o odeio Melquisedeque!
Tendo dito isto, arremessou o cetro ao chão, e pisando-o acrescentou:
- Tenho vontade de fazer o mesmo com você.
Diante dessa afronta, o príncipe não sentiu nenhum temor, mas compaixão. Transportando-se ao feliz passado, lembrava-se dos momentos felizes em que tinha sempre ao seu lado a Samael; Ele era um jovem puro e humilde de coração; Por que permitira ser escravizado pela ilusão do orgulho e do egoísmo?! Quão doloroso era ver aquele jovem que, por sua beleza e simpatia, havia sido honrado acima de todos os súditos, agora arruinado pela cobiça! Não fora o sonho do príncipe ter junto ao seu trono glorificado, aquele que lhe era o mais precioso amigo?! Essa tragédia feria-lhe a alma. Contudo, a triste condição do cetro o atingia ainda mais, pois ele fora feito como o símbolo de toda a harmonia ,e estava sendo desfeito sob os pés da ingratidão.
Surpreso por não ver nos olhos de Melquisedeque nenhuma expressão de temor, porém de piedade, Samael sentiu-se frustrado em suas afrontas que visam amedrontá-lo, levando-o desistir de sua missão.
Diante da postura digna do príncipe, que em silente dor o contemplava, sentiu-se envergonhado. Essa fraqueza, contudo, foi banida pelo orgulho que dominava o seu coração. Começou então a planejar algo terrível, para humilhar e ferir o príncipe, fazendo-o sofrer ainda mais.Com escárnio disse-lhe:
- O cetro de Salém poderá ser seu, se você conseguir pagar-me o preço de seu resgate.
Com um brilho nos olhos, o príncipe perguntou-lhe:
- Qual é o preço?
Samael, com um sorriso maldoso, respondeu-lhe pausadamente:
- O preço não é ouro nem prata, mas dor e sangue. Você deverá despir-se completamente de suas vestes, deitando-se ao chão. Deverá suportar nessa condição, espancamentos, até que o sol se ponha. Se você estiver disposto a submeter-me, sem reagir, o cetro será inteiramente seu.
Estremecido ante tão cruel proposta, o filho de Adonias olhou para o sol que pairava distante sobre uma nuvem. Passou a travar em seu coração uma luta intensa. A princípio, o horror do sacrifício quase o dominou, levando-o recuar, mas o pensamento de ver Salém escravizada pela rebeldia, levou-o finalmente à decisão de pagar o preço do resgate, entregando-se ao humilhante sofrimento.
Tendo tomado a firme decisão de resgatar o cetro, o príncipe, tirou as vestes, colocando-as sobre uma pedra. Deitou-se em seguida naquele solo frio, com a fronte voltada para o poente.
Impiedosamente, Samael começou a espancá-lo, fazendo uso do próprio cetro como instrumento de tortura. Gemendo pela dor dos golpes que o faziam sangrar, o príncipe mantinha o olhar fixo no sol que parecia deter-se sobre a nuvem. Atordoado pela dor, contemplou finalmente o sol prestes a se pôr. Alentado pela vitória que se aproximava,murmura baixinho:
- Salém, Salém, daqui a pouco terei em meus braços o teu cetro precioso que, em minhas mãos, tornar-se-á num instrumento de justiça e paz.
Ouvindo a promessa do príncipe feita por entre gemidos, Samael bradou-lhe com fúria:
- O teu sofrimento não trará nenhum alvorecer para Salém ,pois tuas mãos jamais serão capazes de tocar no cetro.
Depois de fazer essa afronta, Samael apossou-se de uma pedra pontuda, preparando-se para desferir os últimos golpes.
Enquanto pensava sobre a feliz vitória de Salém, Melquisedeque sentiu seu braço direito sendo comprimido pelos pés de Samael. Seguiu a esse rude gesto um golpe que o fez contorcer-se em agonia. Sua mão fora vazada cruelmente, passando a jorrar abundante sangue da ferida aberta. Essa mesma violência foi descarregada logo depois sobre sua mão esquerda.
Não suportando a agonia causada por esses derradeiros golpes, o filho de Adonias, ensangüentado, mergulhou nas trevas de um profundo desmaio.


A História de Salém

Capitulo IX

Ao cessar de golpear o príncipe, o súdito rebelde ficou possuído por um estranho horror ao contemplar na face daquele que somente lhe fizera o bem, o torpor da morte. Procurava não recordar o passado, mas, irresistente, sentia ser arrastado aos dias de sua feliz inocência em Salém. Revestido de ricas vestes estava sempre ao lado do príncipe que, com dedicação, ensinava-lhe a cada dia suas canções que falavam de paz.
Nas indesejadas lembranças pelas quais era arrastado, reviveu seus primeiros passos no caminho do orgulho e do egoísmo. Lembrou-se dos incessantes conselhos e rogos daquele que fora seu melhor amigo, para que desistisse daquele caminho que poderia conduzi-lo à infelicidade.
Depois de ser arrastado em lembranças por todo aquele passado de felicidade destruída por sua culpa, Samael teve consciência de sua ingratidão. Horrorizado pelo que fizera, curvou-se sobre o corpo ensangüentado de Melquisedeque, e desesperou-se ao vê-lo sem vida. Não suportando o peso da grande culpa, deixou às pressas aquele lugar, desejando ocultar-se distante, sob as trevas da fria noite.
Depois de um profundo desmaio, o príncipe começou a voltar à consciência; Em delírios que o transportavam ao seio de sua amada Salém, ele revivia momentos vividos e sonhados: Com alegria contemplava a face de seu maior amigo, para quem estendeu a mão com um sorriso. Mas seu gesto foi frustrado por uma profunda dor. Em meio aos aplausos dos súditos vitoriosos, recebe de seu pai o cetro, mas ao tocá-lo, sente uma irresistível dor em suas mãos.
Com esses sonhos frustrados pela dor, Melquisedeque despertou para a realidade. Estava nu, ferido e solitário, em um lugar perigoso, longe do abrigo e carinho de Salém. Mais doloroso era pensar que tudo aquilo fora a retribuição de alguém que fora o alvo principal de todas as dádivas de seu amor.
O príncipe, sem poder mover-se, considerando a grande traição passou a chorar sem consolo. Lamentava não por sua dor, mas pela perdição daqueles que haviam trocado o carinho e a justiça de Salém pelo desprezo e ódio que os reduziriam finalmente a cinzas sobre aquele vale condenado.
Através das lágrimas, o príncipe contemplava o céu que, semelhante a um manto tinto de sangue, estendia-se banhado na luz do sol poente. Lembrou-se então do alaúde pelo qual pagara tão alto preço. Onde estaria ele?
Em sua desesperada fuga, Samael deixara o cetro abandonado junto ao corpo ferido de Melquisedeque. Quando ele o viu, esqueceu-se de toda a dor, e abraçou-o com suas mãos feridas. Acariciando-lhe o bojo arruinado, disse-lhe com um sorriso:
- Você é meu novamente. Eu o comprei com o meu sangue".
Samael que, dominado pelo estranho horror, fugira após cometer o horrível crime, deteve-se a um passo do portão de Sodoma. Ali, impulsionado pelo orgulho, arrependeu-se com indignação de sua fraqueza. Por que fugira depois de conquistar tão grande vitória? Não era seu plano destruir o reino de Salém, para estabelecer seu próprio reino? Lembrando-se do cetro, decidiu retornar para tomá-lo. Por que o deixara abandonado junto ao cadáver daquele odiado príncipe?
Reunindo suas poucas forças, Melquisedeque dirigiu-se tropegamente ao lugar em que deixara suas vestes.
Depois de vestir-se, tendo junto ao peito o cetro amado, o filho de Adonias, com profunda emoção fez um juramento antes de deixar aquele lugar de seu sofrimento. Acariciando o cetro diz-lhe:
- Meu querido cetro, você foi criado como um emblema da harmonia que procede da justiça e do amor. Toda a glória de Salém repousava sobre você quando a rebeldia em sua ingratidão escravizou-o, arrastando-o para este vale hostil. Aqui você foi ferido e humilhado, vindo a tornar-se um instrumento de impiedade nas mãos do tirano. Eu, porém, o redimi com o meu sangue. Agora nossas feridas serão restauradas, e em breve seremos entronizados em meio aos louvores de uma Salém vitoriosa. Quando esse sonho se concretizar, testemunharemos juntos o fim daqueles que se levantaram contra nós para nos ferir. Samael e seus seguidores serão devorados pelo fogo que reduzirá às cinzas Sodoma e Gomorra.
Concluindo seu solene juramento ,o jovem príncipe, já oculto pelas trevas da noite e deixou aquela colina, e sobre ela as marcas de seu sofrimento.
Desde que o filho do rei partira, prometendo retornar com o cetro, Salém vivia momentos de indizível anseio. Em pranto, o rei e os súditos remanescentes lembravam-se de todo aquele feliz passado desfeito pela ingratidão dos rebeldes. O que mais lhes torturava era a ausência do príncipe e do cetro, sem os quais todo o brilho daquele reino de paz se ofuscaria.
Desejando consolar o coração de seus súditos, Melquisedeque avançava em meio à noite rumo aos montes que cercavam Salém. Ainda que enfraquecido e ferido, prosseguia em sua marcha ascendente, esperando alcançar sua pátria pela manhã.
Aquela longa e escura noite foi finalmente vencida pelos raios do alvorecer. Em Salém a esperança em rever Melquisedeque com o seu cetro estava quase banida quando, ao olharem para o Monte das Oliveiras, viram-no descendo pelo caminho do Getsêmani. Quando o encontraram no profundo vale de Cedrom, ficaram assustados com sua aparência: sua face estava pálida e seu manto encharcado de sangue. Mesmo assim, ele sorria expressando grande alegria.
Ao perguntarem-no sobre o porque daquelas marcas de sangue, Melquisedeque retirou de sob o manto suas mãos feridas, revelando-lhes entre elas o cetro redimido.
Depois de contar-lhes os passos que o levaram ao resgate do cetro, os súditos, emudecidos, prostraram-se reverentes aos seus pés, aclamando-o como seu redentor e rei.
Em meio aos louvores das hostes redimidas, o príncipe foi introduzido no palácio real, onde sob os cuidados de seu amoroso pai, deveria restabelecer-se de seu sofrimento. O cetro desfigurado, agora mais precioso, seria também restaurado, devendo tornar-se mais belo que antes.
O dia da coroação foi fixado para o próximo Yom Kipur. Naquele dia, Melquisedeque selaria com o cetro restaurado o triunfo de todos os fiéis, bem como a condenação dos rebeldes.


A História de Salém

Capitulo X

Poucos instantes após a saída de Melquisedeque, Samael chegara ao local onde o deixara aparentemente sem vida, ao lado do alaúde. Sem entender aquele misterioso desaparecimento, ele prosseguiu para Gomorra, onde seus seguidores o esperavam. a Ao vê-los, proclamou sua "vitória" sobre o odiado príncipe e sobre o cetro, os quais massacrara em Sodoma, não restando aos seguidores do pergaminho nenhuma esperança.
Suas palavras agradaram a turba rebelde, que passou a comemorar a "conquista" entregando-se à orgia. Zombavam agora da justiça e do amor, exaltando a Samael como rei vitorioso.
Obteriam agora armas, com o propósito de avançarem sobre Salém, desferindo-lhe o último golpe; Juntaram-se a eles em seu maléfico propósito, muitos criminosos que foram recebidos como mestres no manejo de arcos e flechas.
Em sua loucura, Samael ordenou o banimento de todo calendário, pois em seu reino de "liberdade" não estariam sujeitos a nenhum cômputo de tempo. As leis da moralidade foram também banidas, surgindo com isso um completo caos. Essa desordem, revelou-se de maneira mais patente no barulho estridente e cacofônico, ao qual proclamaram como a nova música.
Dominados pelo egoísmo, Samael e seus seguidores alimentavam-se de ilusões, inconscientes de que seus dias estavam contados. Os frutos da rebelião não tardariam em atrair sobre eles o fogo da destruição.
Dividindo seus seguidores em pequenos grupos, Samael passou a comandá-los em atos violentos que aterrorizavam os moradores das planícies; Por esse tempo, eles escondiam-se nas cavernas situadas próximas ao mar salgado.
O respeito e o medo dos guerrilheiros de Samael, levou finalmente os reis de quatro cidades a procurarem-no, propondo alianças de paz. Eram eles: Bara, rei de Sodoma, Bersa, rei de Gomorra, Senaab, rei de Adama, Semeber, rei de Seboim e Segor, o rei de Bela. Por essa época, esses reis pagavam tributos a Cordolaomor, rei de Elam que, acompanhado pelos exércitos de quatro outras cidades, os haviam subjugado no vale de Sidim junto ao mar salgado.
Fortalecido pelas alianças, Samael tornou-se mais ousado em suas investidas, levando o terror e a destruição aos territórios de cidades distantes. Os exércitos de Cordolaomor e seus aliados que retornavam nesses dias de outras conquistas, enfurecidos pelas provocações de Samael, marcharam contra os quatro reis, vencendo-os novamente no vale de Sidim. Foi nessa ocasião que levaram cativos os habitantes de Sodoma, entre os quais encontrava-se o meu sobrinho Ló.
Acovardados diante do furor dos cinco reis, Samael e seus seguidores esconderam-se em suas cavernas, ao norte do mar salgado.


A História de Salém

Capitulo XI

Os doze meses contados a partir do grande sacrifício estavam prestes a terminar. O cetro, totalmente restaurado, resplandecia em seu estojo, enquanto o príncipe, igualmente restabelecido das feridas causadas pela rebeldia, alegrava-se ao ver chegar o Yom Kipur de sua coroação. Enquanto isso, ele compunha lindas canções que expressavam o seu amor por Salém.
Naqueles doze meses, a cidade da paz tornara-se mais bela, sendo adornada qual noiva para o grandioso dia da coroação.
À uma semana para o Yom Kipur, Samael, totalmente inconsciente de que o dia de seu julgamento se aproximava, reuniu os seus seguidores, anunciando-lhes que a próxima missão seria a conquista de Salém. Antes de avançarem, contudo, ele subiria sozinho para verificar os pontos vulneráveis da cidade.
Depois de ser aplaudido pela turba, Samael partiu em sua missão de reconhecimento. Enquanto avançava sozinho, procurava não lembrar-se daqueles momentos que trouxeram-lhe terror pela culpa, mas, dominado por uma força superior, foi arrastado em suas lembranças para aquele monte da cruel tortura.
Todo o seu passado começou a vir-lhe à lembrança, como um peso esmagador.
Quando despertou-se de suas lembranças das quais não conseguiu fugir, já era noite. A escuridão que o envolvia pareceu-lhe o prenúncio de um triste fim. Esse desânimo, contudo, procurou bani-lo com a lembrança do exército que o esperava, pronto para cumprir suas ordens, na conquista de Salém, onde não haveria lembranças daquele pergaminho.
O alvorecer o alcançou próximo de Salém. Ao avistar o monte das Oliveiras, veio-lhe à lembrança a última vez que o transpôs, deixando para trás a cidade vencida. Quantas noites haviam passado desde então? Ele perdera a noção de tempo, não sabendo que justamente doze meses haviam se passado. Não podia imaginar que, raiava naquela manhã o Yom Kipur, o dia de seu julgamento.
Ao chegar ao topo do monte das Oliveiras naquela manhã, Samael surpreendeu-se ao ver que a cidade tornara-se mais bonita que outrora; Toda ela estava adornada de ramos e flores, como uma donzela à espera de seu noivo. Contudo, Salém estava abandonada, não havendo nenhum sinal de vida em todas as suas mansões. Isto o fez concluir que os golpes que haviam aniquilado o príncipe e o cetro, trouxeram como conseqüência todo aquele abandono. Ele não sabia, contudo, que naquele momento todos os remanescentes daquele reino, encontravam-se ocultos no grande salão do palácio, aguardando pelo momento mais glorioso, da coroação de Melquisedeque.
Imaginando-se exaltado sobre o trono abandonado, tendo a seus pés os exércitos vitoriosos, o rebelde penetrou na cidade, dirigindo-se apressadamente ao palácio. Ao transpor o portal principal que dá entrada ao salão principal, ficou surpreso ao ver ali reunidos uma multidão de fiéis. Sobre um áureo tablado, enfeitado de flores talhadas em pedras preciosas, encontra-se o trono vazio. Na base do trono estava o pergaminho das leis, uma coroa de ouro cheia de pedras preciosas e o estojo que deixara vazio naquela noite de traição. Sem entender o enigma, Samael escondeu-se por trás de uma coluna, temendo ser reconhecido, e ficou observando.
Os súditos, com expressão de feliz expectativa olhavam para o trono vazio. Onde encontravam eles motivos para toda essa alegria, se haviam perdido o seu rei juntamente com o cetro? Samael questionava sobre esse mistério, quando Adonias, aplaudido pelos súditos, encaminhou-se para junto do trono.Com voz cheia de emoção pela vitória, o fundador de Salém anunciou que havia chegado o momento tão sonhado da coroação. Um brado de triunfo ecoou pelos ares quando, anunciado pelo seu pai, entrou o amado príncipe encaminhando-se em direção do trono. Ao vê-lo coberto por um manto de glória, Samael ficou possuído por um terrível pavor, e procurou fugir. Descobriu, contudo, que todos os portais do grande salão estavam fechados por fora.
Teve início a cerimônia da coroação. Era um momento deveras solene. Adonias, num gesto reverente, tomou a rica coroa, colocando-a na fronte de seu filho. Prostrando-se depois sobre o estojo, abriu-o cuidadosamente, tirando dele o alaúde restaurado, cuja beleza e brilho eram muito superiores à sua primeira condição, ao sair das mãos de Adonias o seu luthier. Assentando-se no trono em meio às aclamações dos súditos, Melquisedeque passou a dedilhar o cetro, tirando dele acordes de muita harmonia e paz. Todos se aquietaram para ouvirem suas novas composições que expressavam o seu profundo amor pelo cetro e por todo aquele reino de paz.
Grande emoção invadia o coração de todos naquele momento, levando-os às lágrimas. Samael, sem forças para reagir, sentia-se torturado por aqueles acordes que torturavam faziam reviver em sua mente suas oportunidades perdidas, numa terrível tortura para sua consciência.
Melquisedeque compusera para aquele momento especial, canções que retratavam os momentos mais marcantes da história de Salém; Quando passou a cantar sobre a amizade que tinha por Samael, sua voz embargava-se pelas lágrimas que não conseguia conter. Triste para ele era cantar sobre a queda daquele que era-lhe o maior amigo! Cantou então sobre o alto preço que teve de pagar pela reconquista do cetro, que representa a honra de Salém.
Ao contemplarem aquelas mãos marcadas pelas cicatrizes, tocando com tanta maestria e carinho o cetro restaurado, os súditos tomados por forte emoção, prostraram-se em pranto.
Ao ver nas nãos de Melquisedeque aquele alaúde que, em suas mãos fora instrumento de tortura, Samael compreendeu, tarde demais o quanto errara, desviando-se dos conselhos do príncipe; Quantas vezes aquelas mãos sobre as quais descarregara toda aquela violência haviam sido estendidas num esforço de salvá-lo, e ele as havia negligenciado. Agora, era tarde demais! Tarde demais!

A História de Salém

Capitulo XII

Os súditos triunfantes que, reverentes, haviam sido conduzidos a todo aquele passado de felicidade, traição, dor e triunfo, uniram finalmente as vozes numa jubilosa proclamação:
Verdadeiros e justos são os teus princípios, ó rei de Salém. Digno és de reinar em glória e majestade entre os louvores de teus fiéis, porque em teu sacrifício nos livraste das ameaças das trevas, fazendo renascer em nosso coração a alegria do alvorecer.
Esse cântico de exaltação foi seguido pela cerimônia de confirmação de todos os fiéis em sua vitória. O filho de Adonias, com o seu cetro redimido, passou a selar com um toque especial do cetro, a vitória de cada um. Formou-se para tanto uma longa fila de fiéis exultantes.
Os súditos confirmados, à medida em que iam recebendo o toque de aprovação do rei, posicionavam-se ao lado direito do trono, onde permaneciam aguardando pela confirmação dos outros.
Os olhares que, iluminados de alegria, haviam acompanhado o selamento dos últimos justos, pousaram sobre a figura estranha de Samael que, dominado por uma força irresistível, encaminhava-se cabisbaixo em direção do trono. Seu aspecto era horrível: seu semblante havia sido deformado pelo mal; suas vestes estavam sujas e mal cheirosas; tudo nele repugnava, ao ponto de ninguém reconhecê-lo.
Em meio ao espanto dos súditos, Melquisedeque ergueu-se de seu trono como que ferido por uma grande dor; De seus lábios os súditos ouvem uma dolorosa exclamação:
- Samael, Samael!!!
A figura deplorável daquele que fora tão belo, encheu a todos de tristeza, e começaram a prantear. Eles lamentavam por saber que o destino de Samael e de todos aqueles que o seguiram, poderia ter sido muito diferente, se eles houvessem atendido aos rogos de amor de Adonias e de seu filho. Não era o plano do rei e o sonho de Melquisedeque tê-lo como o guardião do pergaminho, sendo o segundo em honra naquele reino?
Samael que, reconhecendo sua desventura, aproximara-se cabisbaixo do trono, ao presenciar toda aquela lamentação, é novamente iludido pelo orgulho, julgando tratar-se de uma demonstração de fraqueza de seus inimigos. A lembrança de seu exército que fortalecido o aguarda na planície, ilude-o com a certeza de que será vitorioso sobre Salém.Com esse pensamento, ergue a fronte marcada pelo ódio e, fitando o rei, levanta o punho cerrado e o desafia, desdenhando de sua autoridade, com a ameaça de tomar-lhe o trono.
Ainda que condoídos por sua perdição, os súditos de Salém não suportaram a ousada afronta daquele enlouquecido jovem que, depois de causar tanto sofrimento, ainda era capaz de erguer-se com tamanho desafio.
O vitorioso rei que com tanto prazer selara com o seu cetro a conquista dos fiéis, ergueu-o dolorosamente para o selamento da triste sorte dos rebeldes. Imobilizado por uma força estranha, Samael, sem desviar os olhos do cetro, ouviu dos lábios do rei a proclamação de seu julgamento e de todos os seguidores:
Prisioneiros de uma força invisível, ficariam retidos em suas cavernas por seis anos, sendo depois visitados pelo fogo do juízo que os destruiria juntamente com as cidades que a eles se aliaram.


A História de Salém

Capitulo XIII

Ao ir para a cama depois daquele dia de tantas emoções, o jovem rei, imerso nas lembranças daquele passado de felicidade e dor, rolava em sua cama insone. Quando finalmente adormeceu, teve um sonho muito significativo.
No sonho, apareceu-lhe um anjo luminoso, que saudou-o com um sorriso, dizendo-lhe que todo o Universo acompanhava com atenção todo aquele drama que estavam vivendo, que o mesmo tinha um sentido prefigurativo, retratando acontecimentos passados e futuros, que envolvia todo o vasto universo.
As palavras do anjo despertaram em Melquisedeque um grande desejo de conhecer a história desse drama cósmico.
Conhecendo o seu anseio, o anjo arrebatou-o no sonho revelando-lhe um distante futuro. Diante de seus olhos manifestaram-se as glórias de uma nova e esplêndida Salém, cujas muralhas e mansões eram feitas de pedras preciosas; Os portais da cidade eram de pérolas. Suas amplas avenidas eram de ouro puro. A cidade era quadrangular e se estendia por centenas de quilômetros. Estava dividida em dois setores distintos: Norte e Sul. Ao Sul elevavam-se incontáveis mansões, habitações eternas de anjos e de seres humanos redimidos; Ao Norte havia um lindo paraíso ao qual o anjo revelou ser o jardim do Éden. Ali, em ambas as margens do rio da vida, havia campos repletos de todo tipo de vegetação, com flores e frutos em abundância. Viviam ali em perfeita harmonia, todas as espécies de insetos, aves e animais.
No meio do paraíso podia-se ver uma montanha fulgurante, a qual o anjo afirmou ser o monte Sião, o lugar do trono de Deus. Era daquele monte que emanava o rio da vida, fluindo por toda a cidade.
Quando alcançaram o topo da montanha sagrada, o rei de Salém ficou deslumbrado com o cenário visto ao seu redor. Encontrava-se na parte mais elevada de Sião a mais linda de todas as edificações revelado pelo anjo como o palácio de Deus. Aquela magnífica construção era sustentada por sete colunas, todas de ouro transparente, engastadas de lindas pérolas. Ao redor do palácio, floresciam a mais exuberante vegetação: havia ali o pinheiro, o cipreste, a oliveira, a murta, a romãzeira e a figueira, curvada ao peso de seus figos maduros.
Enquanto admirava-se ante a beleza daquele lugar, o anjo disse-lhe que a nenhum ser humano fora dado o privilégio de ver o interior daquele palácio de Deus. A ele seria dada esta honra, pois fora escolhido para ser o portador das mais amplas revelações sobre o reino da luz.
Ao transporem com reverência um dos portais de pérolas, prostraram-se em adoração, enquanto ouviam o cântico de uma multidão de serafins, que circundavam o trono, em constante louvor Àquele que Era, que É e que Sempre Será.
Ao olhar para Aquele que estava assentado sobre o trono, Melquisedeque ficou surpreso ao descobrir a figura de um homem. Ele estava coberto por um manto de linho fino, de uma alvura sem igual, e tinha sobre a cabeça uma coroa formada por sete coroas sobrepostas, repletas de pedras preciosas.
Ao olhar para as mãos que sustentavam o cetro, o filho de Adonias ficou surpreso ao descobrir nelas cicatrizes de ferimentos, semelhantes àquelas em suas mãos. O anjo afirmou-lhe ser o Messias, a manifestação visível de Yahwéh, o Deus Invisível.
Atraído para o cetro resplandecente, com o qual o Messias governava sobre todo o Universo, o rei de Salém viu nele o selo do domínio, e nele escrito o nome: Israel.
Tomado por profunda emoção, Melquisedeque prostrou-se ante o Rei daquela eterna Salém, e, revivendo ali a história de sua pequena cidade, teve desejo de conhecer o grande drama da história universal. Conhecendo o desejo de seu coração, o anjo disse-lhe:
- Agora lhe farei conhecer a história desta gloriosa Salém. Tudo o que lhe for mostrado na visão, você deverá registrar fielmente em seis pergaminhos que serão costurados um ao outro, formando um único rolo. Você terá seis anos para escrevê-los. Ao fim dos sete anos, você receberá das mãos de um ancião um vaso contendo um rolo especial, com muitas revelações importantes, destacando-se a história de Salém. Você tomará esse rolo, e o costurará como o primeiro dos sete, formando um único rolo. Depois de selá-lo, você e o ancião o guardarão no vaso, levando-o para uma caverna que eu lhes mostrarei ao norte do mar salgado, onde permanecerá esquecido até que chegue os últimos dias, quando será resgatado e revelado ao mundo por meio de um pequeno beduíno.
Depois de falar ao rei de Salém estas palavras, o anjo conduziu-o em visão a um infinito passado, quando o Universo ainda não existia.
Uma história muito parecida com a de Salém passou a desdobrar-se diante de seus olhos; porém, numa dimensão infinitamente maior, começando pela criação do reino da luz.Com admiração contemplou a formação de bilhões de mundos e estrelas, repletos de vida e felicidade que passaram a girar em torno da Salém Celeste, o paraíso de Deus.
Sua atenção voltou-se depois para o mais belo de todos os querubins que, honrado pelo Criador, passou a residir com Ele em Seu palácio. Uma eternidade de felicidade e paz parecia embalar aquele reino, quando a mesma experiência de egoísmo e rebeldia vivida por Samael, começou a repetir-se na vida daquele anjo amado.
Cenas de uma grande rebelião começaram a ser mostradas a Melquisedeque, envolvendo todos os habitantes do Universo. O querubim honrado, semelhante a Samael, seduzira um terço das hostes que, passaram a reverenciá-lo como rei.
Em meio às cenas daquele grande conflito, o rei de Salém testemunhou a criação do planeta Terra, sobre a qual surgiu o homem como cetro racional daquele reino disputado.
Com agonia viu o momento em que o chefe da rebelião aproximou-se sutilmente do paraíso, apossando-se do ser humano, depois de seduzi-lo com tentações. Ouviu então o seu brado, numa proclamação de vitória. A partir daquele momento, o inimigo de Deus passou a arruinar o ser humano, apagando nele todos os traços da glória divina, como Samael fizera com o cetro.
A sua própria experiência, ao declarar naquela manhã aos súditos de Salém sua decisão de ir em busca do cetro perdido, começou a repetir-se diante de Seus olhos.
Reunindo as hostes que haviam permanecido fiéis ao Seu governo, o Criador passou a revelar um plano de resgate: Ele haveria de ir em busca do homem, e o remiria, ainda que isto lhe custasse infinito sacrifício. Diante desta revelação, o filho de Adonias prostrou-se comovido, ao descobrir que em sua vida tivera a honra de retratara o próprio Messias.
Todo o drama vivido pelo filho de Adonias em sua angustiante busca, até o momento de seu suplício pela redenção do cetro, foi ganhando amplitude naquela visão que abarcava toda uma eternidade. Diante de seus olhos desfilavam cenas de uma grande batalha que, sem trégua se estenderia até o dia do juízo final, quando o Messias vitorioso empunhará o cetro redimido, selando com ele a condenação de todas as hostes rebeldes.


A História de Salém

Capitulo XIV

Através das revelações recebidas do anjo, Melquisedeque tomou conhecimento do grande livramento alcançado dez dias antes de sua coroação, em Rosh Hashaná, quando diante de trezentos pastores com seus vasos incendiados, exércitos de cinco reis tombaram, saindo livres os cativos.
Conhecendo nossa intenção de subir à Salém por ocasião de Sukot, o rei fez preparativos para uma grande festa, na qual comemoraríamos juntos a vitória sobre toda a desarmonia gerada pelo orgulho e pelo egoísmo.
Foi por isso que ao chegarmos a Salém, ficamos surpresos com toda aquela honrada recepção.
Ocupar-me com o relato de todos esses acontecimentos, fez-me passar por todo este sétimo ano, quase sem notar os seus dias, que passaram velozes. Estamos hoje às portas de um novo Rosh Hashanah, quando os 300 pastores tocarão os chifres, convocando todos aqueles que possuem as pérolas, para a reunião solene de Yom Kipur. Cinco dias depois seremos recebidos em Salém para a festa de Sukot.
A certeza de que acontecimentos importantes ainda deverão ser relatados até o momento em que o vaso será deixado na caverna, fez-me reservar um espaço no rolo, no qual registrarei, dia após dia, os fatos, até a consumação desta história.
Hoje é Rosh Hashaná, o dia mais feliz de minha vida, pois meus braços puderam envolver finalmente o filho da promessa. A primeira coisa que Sara fez ao recebê-lo, foi colocar-lhe em sua mãozinha direita a segunda pérola que o Messias lhe dera no dia de sua conversão, na qual estava escrito nome Isaque que significa "riso", o nome de Melquisedeque e o nome de Salém.
Dois dias antes do Yom Kipur, Isaque foi circuncidado, conforme a ordem de Yahwéh.
Desde que os pastores começaram a tocar seus chifres em Rosh Hashanah, todos aqueles que possuíam pérolas do vaso, deixaram suas tendas, dirigindo-se em pequenos grupos, para junto do Carvalho de Mambré.
Ao chegar o Yom Kipur, o dia da reunião solene, meus pastores informaram-me que todos que aqueles que haviam recebido pérolas, haviam comparecido ao encontro, não faltando nenhuma pessoa. Era maravilhoso ver a alegria estampada no semblante de toda aquela multidão, que ansiava pela subida à Salém. Todos tinham uma história para contar, de como foram mal compreendidos e humilhados por aqueles que não receberam a salvação representada pelas pérolas. O único consolo que tinham naquele tempo, vinha da certeza de que subiriam a Salém para a festa de Sukot.
No primeiro dia da festa de Sukot, a multidão foi subdividida pequenos grupos de doze pessoas, para subirmos em ordem à Salém.
Tendo o vaso com o rolo em minhas costas, posicionei-me à frente da multidão, sendo seguido por Sara e Isaque, que vinham montados num camelo; Logo atrás vinha Ló e suas filhas; um pouco atrás, os trezentos pastores seguidos por todos os fiéis.
Iniciávamos nossa escalada quando, acompanhado por todos os seus súditos, surgiu Melquisedeque vindo ao nosso encontro, fazendo vibrar pelos ares o som festivo de muitos instrumentos musicais, comemorando a grande vitória.
Depois de saudar-nos, o filho de Adonias conduziu-nos numa marcha festiva até adentrarmos os portais de Salém, que encontra-se agora mais bonita que outrora.
Diante do trono, todos os remidos foram coroados por Melquisedeque,começando em seguida o grande banquete.
Grande foi a alegria do rei de Salém quando entreguei-lhe o vaso com o meu manuscrito. Levando-me para uma sala especial do palácio, ele mostrou-me os seis manuscritos nos quais registrara a história do Universo, segundo fora-lhe mostrada em sonho.
Ao receber o meu manuscrito, ele o costurou aos demais, vindo a ser o primeiro do grande rolo.
No último dia da festa de Sukot, o rolo foi aberto diante de toda a multidão de fiéis. Depois de ler uma boa parte do meu manuscrito, o filho de Adonias, tomando em seus braços o pequeno Isaque, afirmou:
- Na descendência desta criança haverá de cumprir-se todas as coisas escritas neste manuscrito.
Tendo dito isto, o rei o abençoou, devolvendo-o à Sara.
Depois de abençoar Isaque, Melquisedeque passou a falar sobre o futuro do rolo que permaneceria por quase quatro milênios ocultos em uma caverna, sendo finalmente encontrado por um beduíno da tribo de Taamireh. Ao sair de sua caverna, o rolo enfrentaria a oposição de muitos eruditos que o declarariam apócrifo. Viria, contudo, o momento, em que suas revelações seriam confirmadas, e muitos seriam transformados pelas suas mensagens, preparando-se para o dia do juízo.

FIM SEGUNDA PARTE













Declaração dos Direitos Universais Indigênas

Arquivos